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	<title>SteamPunk &#187; Entrevista</title>
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	<description>Distopia Tecnológica Gótico-Vitoriana</description>
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		<title>Tor.com ~ Entrevista sobre o Conselho SteamPunk</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 17:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Accioly</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conselho SteamPunk]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[SteamPunk]]></category>

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		<description><![CDATA[O original em inglês pode ser encontrado em: http://www.tor.com/blogs/2011/10/bruno-aciolly-creator-of-the-brazilian-conselho-steampunk É um fato inegável no fandom brasileiro: jamais houve força tão poderosa e extensiva como o SteamPunk naquelas paragens. O estravagante exército de corsets-e-goggles com sua inebriante variedade de geringonças à vapor definitivamente conquistou os corações e mentes de fãs e escritores. Depois de quase quatro ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O original em inglês pode ser encontrado em: <a href="http://www.tor.com/blogs/2011/10/bruno-aciolly-creator-of-the-brazilian-conselho-steampunk">http://www.tor.com/blogs/2011/10/bruno-aciolly-creator-of-the-brazilian-conselho-steampunk</a></em></p>
<p>É um fato inegável no fandom brasileiro: jamais houve força tão poderosa e extensiva como o SteamPunk naquelas paragens. O estravagante exército de corsets-e-goggles com sua inebriante variedade de geringonças à vapor definitivamente conquistou os corações e mentes de fãs e escritores.</p>
<p>Depois de quase quatro anos de atividade o SteamPunk Brasileiro não pode ser considerado mais uma moda passageira. Não estamos mais no Kansas, Dorothy: estamos no Rio de Janeiro, São Paulo e em outras grandes cidades tropicais das quais você jamais ouviu falar &#8211; mas você vai ouvir em breve!</p>
<p>Na entrevista abaixo, Bruno Accioly, uma das mentes por detrás do movimento SteamPunk brasileiro e um de seus Fundadores [junto com Raul Cândido Ruiz], entrega o jogo (ou deveríamos dizer as engrenagens) no que tange as Lojas do Conselho SteamPunk (termo que atraiu a atenção de um grande nome do gênero, o ex-cyberpunk Bruce Sterling, que escreveu a respeito na Wired Magazine) e aos interessantes planos para o futuro próximo. Há grandes planos por raiar no horizonte SteamPunk do Brasil &#8211; e do Mundo.</p>
<p><strong>Tor.com: Quando Bruce Sterling <a href="http://www.wired.com/beyond_the_beyond/2009/11/those-irrepressible-brazilian-steampunks/">mencionou pela primeira vez o Conselho SteamPunk no blog da revista Wired em 2009</a>, tratava-se de uma ambiciosa rede de comunidades que se alastrava por todo o território Brasileiro. Na época eram apenas quatro Lojas: Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Como a comunidade mudou desde então?</strong></p>
<p>O Conselho SteamPunk foi fundado a 21 de Junho de 2008 com apenas duas Lojas &#8211; <a href="http://rj.steampunk.com.br">Rio de Janeiro</a> e <a href="http://sp.steampunk.com.br">São Paulo</a> &#8211; <a href="http://brunoaccioly.com.br">por mim</a> e por Raul Cândido Ruiz. Cada Loja representa uma unidade federativa brasileira. Desde sua fundação o Conselho SteamPunk alcançou 10 outros Estados: Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Paraíba, Pernambuco,  Pará, Goiás, Alagoas e Ceará, e mais de 100 membros do Conselho, além de mais de 600 entusiastas registrados no Brasil.</p>
<p>Acreditamos que o motivo deste crescimento tenha a ver com a filosofia do modelo que adotamos para crescimento, onde fornecemos infra-estrutura &#8211; sites, emails @steampunk e messenger &#8211; para quem quer que deseje fundar uma Loja em seu estado ou para quem desejar ingressar em uma Loja como colaborador.</p>
<p>Adicionalmente mantemos uma rede social SteamPunk &#8211; <a href="http://www.steambook.com.br">www.steambook.com.br</a> &#8211; onde os entusiastas podem criar seu próprio website sobre o tema, seja ele ou não um membro efetivo do Conselho SteamPunk.</p>
<p><strong>Tor.com: Desde a fundação do Conselho SteamPunk você considera que o SteamPunk se tornou mais &#8220;mainstream&#8221; no Brasil?</strong></p>
<p>Eu não diria &#8220;mainstream&#8221;, mas creio que o termo é mais popular agora do que já foi quando começamos. A comunidade nerd já é sensível a Cultura SteamPunk, mas há ainda um contingente grande de pessoas a serem tocadas pelo conceito, o que é ótimo a nosso ver, pois assim há muito para onde crescer.</p>
<p><strong>Tor.com: Algumas antologias SteamPunk brasileiras foram lançadas, incluindo a Vaporpunk, em 2010. É fato que grupos de escritores brasileiros e de língua portuguesa vêm se movimentando no sentido de escrever mais estórias dentro do gênero SteamPunk?</strong></p>
<p>Na literatura temos hoje quatro antologias SteamPunk publicadas no Brasil, algumas já reconhecidas fora do Brasil: <a href="http:/www.tor.com/blogs/2010/10/review-steampunk-historias-de-um-passado-extraordinario">&#8220;SteamPunk ~ Histórias de um Passado Extraordinário&#8221;</a>, <a href="http://www.tor.com/blogs/2010/11/review-vaporpunk-relatos-steampunk-publicados-sob-as-ordens-de-suas-majestades">&#8220;Vapor Punk&#8221;</a>, <a href="http://editora.estronho.com.br/index.php/deus-ex-machina">&#8220;Deus Ex Machina &#8211; Anjos e Demônios na Era do Vapor&#8221;</a> e <a href="http://www.editora.estronho.com.br/index.php/steampink">&#8220;SteamPink&#8221;</a>.</p>
<p>Sem dúvida há um movimento de produção literária, o que reflete a popularização do gênero no Brasil. Tanto escritores aspirantes quanto renomados começam a demonstrar interesse pelo SteamPunk e, cada vez mais, encontramos material literário em português na internet.</p>
<p>O Conselho SteamPunk tenta incentivar o desenvolvimento deste interesse através do <a href="http://aoLimiar.com.br">aoLimiar</a>, uma rede social de editoras, escritores e leitores de Literatura Fantástica, que dá espaço para autores aspirantes publicarem suas obras; para autores renomados publicarem degustação literária, <em>teasers</em> e <em>trailers</em> de livros; e editoras usarem o ambiente para encontrar novos talentos.</p>
<p><strong>Tor.com: Você está também bastante envolvido em diferentes tipos de convenções, tanto no &#8220;mundo real&#8221; quanto virtuais. O número de convenções ou eventos SteamPunk cresceu no Brasil? Em outras partes do mundo museus e sociedades históricas abraçaram o SteamPunk como um meio de alcançar a população; É visível a mesma tendência em seus país?</strong></p>
<p>Corrigindo, eu tenho a reputação de ser um &#8220;holograma&#8221; e, por isso, muito raramente faço aparições em público. </p>
<p>Definitivamente há um aumento da quantidade de eventos. A cada Loja que é inaugurada em um estado brasileiro maior a probabilidade de, naquele estado, passar a haver uma agenda de eventos, independente do porte destes eventos.</p>
<p>A imprensa ainda se fixa na questão da moda e do estilo SteamPunk mas, paulatinamente, percebemos o interesse da mídia pela literatura, ilustração, escultura e outras formas de expressão do gênero.</p>
<p>Ainda há um longo caminho a ser percorrido até haver reconhecimento acadêmico acerca do potencial do SteamPunk como força motriz de Produção Cultural, popularização da História e do interesse pela Ciência.</p>
<p><strong>Tor.com: Há cerca de um ano foi lançado o <a href="http://SteamCast.com.br">SteamCast</a>, um vidcast bilingue que dá destaque a convidados internacionais para falar acerca de SteamPunk. Como a comunidade respondeu a esta iniciativa?</strong></p>
<p>Houve certa repercussão e grande parte dos acessos se origina fora do país. O SteamCast é um projeto ambicioso e que precisa consistentemente atingir os interesses de toda a comunidade SteamPunk, o que acabou fazendo com que tivéssemos de repensar um pouco o formato para tentar atender ao público internacional ao mesmo tempo que ao público brasileiro.</p>
<p>Estamos coordenando algumas atividades em paralelo que talvez popularizem mais esta iniciativa em particular e nos coloque em contato de forma mais fácil com entusiastas e organizações internacionais.</p>
<p><strong>Tor.com: Há pessoas produzindo artefatos SteamPunk no Brasil? Artistas, profissionais de moda ou qualquer outra forma de expressão que acredita merecerem maior atenção internacional?</strong></p>
<p>Fundamos aqui um grupo denominado <a href="http://steamcon.com.br/liga-de-artifices-steampunk/">Liga de Artífices SteamPunk</a>, no qual os envolvidos na produção de cultura SteamPunk &#8211; independente da forma de expressão &#8211; podem se cadastrar.</p>
<p>Me parece que a produção literária SteamPunk nacional esteja em franca ascensão e que outras formas de expressão vêm amadurecendo bastante.</p>
<p>Há promissores talentos locais como os cosmakers <a href="http://www.flickr.com/photos/conselhosteampunk/sets/72157625812844537/">Ann Rose</a> e <a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.222414597774112.74990.100000167200646">Diego Leite</a> e <em>fashionistas</em> como <a href="http://www.fetishefurrys.com.br/produtos">Lili Angelika</a>. Particularmente me parece que os escultores <a href="http://www.flickr.com/photos/41278966@N06/">Braga Tepi</a> e <a href="http://www.jorgepedro.com.br/obras.php?obra=22">Jorge Pedro Barbosa Lemes</a> produzem obras de valor artístico impressionante e merecem atenção internacional.</p>
<p><strong>Tor.com: Para onde acredita que está indo o SteamPunk no Brasil? E para onde gostaria que ele fosse?</strong></p>
<p>O Conselho SteamPunk se ligou a <a href="http://retrofuturista.com.br">Sociedade Retrofuturista</a>, que vai usar do mesmo modelo adotado por nós para promover outros gêneros como DieselPunk e CyberPunk. Acreditamos que este processo é importante para que haja intercâmbio entre os gêneros e para que todos possam usufruir do formato bem sucedido que tivemos a sorte implantar.</p>
<p>Em termos de SteamPunk as notícias são promissoras e nossa visão de futuro é bastante ambiciosa.</p>
<p>Obviamente esperamos que haja uma Loja em cada estado do território nacional, mas houve comentários de colegas americanos e europeus acerca de exportar o Conselho SteamPunk de alguma forma.</p>
<p>Recentemente houve interesse estrangeiro em, de algum modo, importar o nosso modelo de expansão, o que acabou ajudando-nos a criar um conceito interessante e que, creio, pode beneficiar muito o SteamPunk no Brasil e talvez no mundo.</p>
<p>Em nossa visão, forçar a entrada de uma organização essencialmente Brasileira em outro país é intrusivo e não beneficia verdadeiramente o movimento SteamPunk e, por isso, depois de algumas discussões, chegamos em uma enriquecedora solução para expandir nossa influência de forma que interesse a outras organizações ligadas a cultura SteamPunk.</p>
<p>Estamos, hoje, trabalhando na fundação do primeiro <em>Consulado do Conselho SteamPunk</em>, cuja função vai ser justamente fazer o intercâmbio de informações acerca da produção de cultura SteamPunk nos países nos quais estivermos presentes. O papel de um Consulado será fornecer informações acerca da produção brasileira localmente e repassar para o Brasil informações acerca da produção local. O Consulado funcionará ainda como um meio troca de informações acerca da história do Século XIX no país em que estiver instalado e acerca da história recente do Brasil, o que acreditamos que vai enriquecer crescentemente a qualidade da informação disponível sobre a história do período.</p>
<p>É ainda uma idéia nova e estamos estabelecendo as bases teóricas de como isso vai se dar, mas o primeiro Consulado será fundado na nação cuja tecnologia naval da época foi responsável pelo nosso descobrimento: Portugal.</p>
<p><strong>Tor.com: Onde, na Internet, as pessoas podem encontrar mais informações sobre o Conselho SteamPunk?</strong></p>
<p>É possível encontrar mais sobre a organização em <a href="http://www.steampunk.com.br">www.steampunk.com.br</a> ou através do email <a href="mailto:conselho@steampunk.com.br">conselho@steampunk.com.br</a>.</p>
<p>Pretendemos em 2012 trabalhar numa versão do site para a língua inglesa e para uma unificação de nossos domínios de internet, de forma que fique mais fácil encontrar tudo o que se deseja.</p>
<p>No momento as nossas iniciativas podem ser encontradas em:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.steampunk.com.br">Conselho SteamPunk</li>
<li><a href="http://www.retrofuturista.com.br">Sociedade Retrofuturista</a></li>
<li><a href="http://www.steamcast.com.br">SteamCast ~ VidCast SteamPunk</a></li>
<li><a href="http://www.vapormarginal.com.br">Revista Vapor Marginal</a></li>
<li><a href="http://www.steamcon.com.br">SteamCon ~ Eventos SteamPunk</a></li>
<li><a href="http://www.steamgirls.com.br">SteamGirls ~ SteamPlay</a></li>
<li><a href="http://www.steamboys.com.br">SteamBoys ~ SteamPlay</a></li>
<li><a href="http://www.steambook.com.br">SteamBook ~ Rede Social SteamPunk</a></li>
<li><a href="http://www.aolimiar.com.br">aoLimiar ~ Rede Social Literatura Fantástica</a></li>
</ul>
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		<title>SteamPunk ~ O Conselho e o Movimento</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 07:56:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lidia Zuin</dc:creator>
				<category><![CDATA[capa]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[SteamPunk]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho SteamPunk]]></category>

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		<description><![CDATA[Bruno Accioly, um dos fundadores do Conselho Steampunk, responde questões a respeito do grupo. Além de reunir fãs brasileiros da vertente literária, o Conselho ainda ministra &#8220;Lojas&#8221; presentes em diferentes estados, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, sua terra natal. Accioly também é diretor da dotweb.com.br (soluções para marketing digital, mídias sociais ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/steampunk-conselho-e-movimento-bruno-accioly.jpg" /></p>
<p>Bruno Accioly, um dos fundadores do Conselho Steampunk, responde questões a respeito do grupo. Além de reunir fãs brasileiros da vertente literária, o Conselho ainda ministra &#8220;Lojas&#8221; presentes em diferentes estados, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, sua terra natal. Accioly também é diretor da <a href="http://dotweb.com.br">dotweb.com.br</a> (soluções para marketing digital, mídias sociais e desenvolvimento na web), editor do site de cultura nerd <a href="http://OutraCoisa.com.br">OutraCoisa.com.br</a> e idealizador do portal de literatura fantástica <a href="http://aoLimiar.com.br">aoLimiar.com.br</a>. </p>
<h4>Como e quando foi criado o Conselho Steampunk? O que é  exatamente?</h4>
<p>Eu havia, em 2007, criado um blog sobre SteamPunk, gênero ainda pouco explorado e comentado no Brasil. Logo em 2008, fui contatado via internet por Raul Cândido, de São Paulo, sobre o site que ele havia acabado de montar e cujo conteúdo era bastante qualificado. Falei com ele por telefone, aqui do Rio de Janeiro, e começamos a conversar sobre como poderíamos unir os sites, colaborar um com o outro. </p>
<p>O Raul Cândido, Carlos Felippe &#8211; que nos acompanha desde o início – e eu temos muitas afinidades ideológicas. Ficou claro que todos nós acreditávamos que poderíamos atrair mais entusiastas de outras cidades e estados para um formato de organização que não desse lugar a hierarquias e que, por isso, não fosse sofrer um processo posterior de &#8220;balcanização&#8221; devido a egos e outras questões que costumam minar este tipo de grupo. </p>
<p>O Conselho SteamPunk nasceu naquele telefonema, tendo como fundamento nossa ideologia, uma robusta infra-estrutura de internet e, é importante ser dito, graças também ao poder de mobilização e entusiasmo de Raul Cândido e Carlos Felippe. </p>
<p>Nossa estratégia era montar uma organização não hierárquica na qual qualquer pessoa em qualquer cidade de qualquer estado do país pudesse montar uma &#8220;Loja&#8221; (tradução do português para o termo &#8220;Lodge&#8221;, conforme usado por algumas sociedades secretas). Isso, automaticamente, faria com que os filiados recebessem acesso a uma infra-estrutura de e-mails (@steampunk.com.br) para todos os seus membros, contas de Gtalk (@steampunk.com.br), websites e toda base de conhecimento das duas Lojas primeiramente fundadas (Loja Rio de Janeiro e Loja São Paulo). Tudo unido à toda base que estaria por vir a medida que novas Lojas surgissem. </p>
<p>O Conselho SteamPunk é, essencialmente, um grupo nacional de entusiastas do gênero que se empenharam e conseguiram transformá-lo em movimento no país, muito devido ao fascínio exercido pelo SteamPunk e ao interesse de autores literários e da mídia. </p>
<p>A organização tem como meta inspirar, promover e produzir cultura SteamPunk, além de facilitar sua produção, seja através da internet ou nos meios físicos, dando apoio a todo e qualquer evento cultural que faça referência ao Século XIX e endossando produtos culturais que remetam a esta época. </p>
<h4>Por que o Steampunk está  dando tão certo hoje, tanto no Brasil quanto no mundo?</h4>
<p>O SteamPunk parecia fenecer em todo mundo, como qualquer gênero/movimento que alcança em dado momento um ápice de popularidade e cujos únicos remanescentes acabam sendo os verdadeiros entusiastas que apreciam-no para além das tendências e da moda. De dois anos para cá, o fascínio exercido pelo SteamPunk pareceu ganhar fôlego, talvez devido ao gênero estar alcançando uma maturidade e se estabelecendo como algo que veio para ficar.<br />
Há muitos aspectos do SteamPunk que podem estar contribuindo para isso, mas cito aqui apenas cinco que considero mais importantes. </p>
<p>a) <strong>Fascínio</strong> &#8211; O fascínio exercido pela ficção científica em crianças, jovens e adultos é um fenômeno bastante conhecido. Isso se dá graças ao componente fantástico presente no gênero e no devir de explicação que viabiliza esta fantasia através ciência e tecnologia.  </p>
<p>O SteamPunk revisita os primórdios da ficção científica e tenta, através de seus meios e sua proposta estilística, produzir FC, hoje, nos moldes da FC do Século XIX, enriquecendo dramaturgicamente seu teor e transportando o público para uma época que jamais existiu; </p>
<p>b) <strong>Semelhança</strong> &#8211; A obra legitimamente SteamPunk literária, cinematográfica ou de qualquer outra forma de expressão costuma permanecer em dois grandes subgrupos: o SteamPunk Nostálgico e o SteamPunk Melancólico. O primeiro traz uma visão otimista e entusiasmada das conquistas científico-tecnológicas e o segundo uma abordagem crítica acerca de um Século XIX onde a utilização indiscriminada de recursos naturais, a desigualdade social e a relatividade moral representavam um grande problema. Ambas as abordagens remetem diretamente ao mundo em que estamos vivendo, de grande evolução tecnológica e degradação da ética e do moral. </p>
<p>c) <strong>Marginalidade</strong> &#8211; O termo que aplico aqui tem relação com a porção Punk que coincidentemente se imiscuiu na etimologia da palavra e que acabou fazendo sentido por força de quem é entusiasta do gênero.  </p>
<p>De alguma forma, o SteamPunk herdou &#8211; juntamente com estas últimas quatro letras &#8211; alguma porção da rebeldia presente no CyberPunk, este intencionalmente marginal. A marginalidade do SteamPunk está presente, creio, na ausência de um produto ao qual atrelar o gênero (como é o caso de Star Wars ou Star Trek, quando falamos do gênero space opera). O SteamPunk não tem dono e não é uma franquia, mas está presente também na produção individual de moda, acessórios e cultura através de seus entusiastas, que preferem fazer a comprar aquilo que usam – fazendo referência ao movimento político conhecido como Anarquismo, o qual acaba sendo objetivamente tão pouco conhecido pelo cidadão comum.  </p>
<p>d) <strong>Cultura</strong> &#8211; Por ser um movimento originado em um subgênero literário, o SteamPunk já traz a reboque todo um zeitgeist, todo o espírito marginal, fascinante e familiar de uma era na qual muitos pressentem que algo está errado e que é preciso buscar no passado os erros que talvez tenhamos cometido e, de alguma forma corrigi-los ou denunciá-los.</p>
<p>Sob este aspecto, o SteamPunk tem o potencial de ferramenta pedagógica e mesmo o de transportar através do tempo o interesse de quem normalmente se interessa pouco por cultura e história, fazendo com que estes resgatem as raízes da história recente através de uma janela para o Século XIX e para um mundo ficcional que torna lúdica esta viagem. </p>
<p>e) <strong>Organizações</strong> &#8211; O Conselho SteamPunk, a SteamPunk Magazine, o ClockWorker.de e todas as manifestações culturais, seja através de grupos, revistas ou websites acabam por dar forma palpável à esta ficção e resignificar tudo o que vem sendo produzido.  </p>
<h4>Como é o movimento no Rio de Janeiro? É maior que o de São Paulo?</h4>
<p>O interesse no gênero no Rio de Janeiro é grande e, no entanto, o movimento não é  tão pronunciado quanto o de São Paulo, ao menos no que se refere ao trabalho das Lojas regionais. </p>
<p>É importante que se compreenda que cada Loja do Conselho SteamPunk tem uma personalidade própria e que os talentos de uma Loja podem ser sensivelmente diferentes dos talentos de outra. Isso acontece, sobretudo, devido a uma Loja ser a soma dos talentos de seus membros. </p>
<p>A Loja Paraíba é grande no RPG; a Loja São Paulo é notável no que se refere ao atendimento à mídia e eventos; a Loja Paraná é especialmente destra com a promoção de &#8220;oficinas&#8221;. É possível notar claramente estas diferenças ao observar de perto cada Loja do Conselho SteamPunk.<br />
A Loja Rio de Janeiro vem produzindo tecnologia de apoio para todas as outras Lojas e o projeto gráfico de cada um dos inúmeros websites do Conselho SteamPunk, bem como a gestão de toda a infra-estrutura. </p>
<p>Felizmente, temos começado a estabelecer parcerias e conseguir contato com entusiastas que têm experiência com a promoção de eventos, o que pode mudar um pouco o cenário do movimento por aqui. </p>
<h4>Conte mais sobre suas iniciativas Steambook, Steamgirls e aoLimiar.</h4>
<p>Temos, hoje, além do site do Conselho SteamPunk &#8211; http://www.steampunk.com.br &#8211; sites para cada uma das Lojas regionais, cujos endereços são alcançados pela substituição do &#8220;www&#8221; pela UF de cada estado. Sendo assim a Loja Paraná, por exemplo, tem o endereço http://pr.steampunk.com.br. </p>
<p><strong><a href="http://SteamPunk.com.br">SteamPunk.com.br</a></strong> &#8211; Site do Conselho SteamPunk</p>
<p><strong><a href="http://SteamBook.com.br">SteamBook.com.br</a></strong> &#8211; Rede Social Brasileira de SteamPunk que conta com mais de 200 membros e mais de uma centena de blogs do gênero nela hospedados</p>
<p><strong><a href="http://SteamCon.com.br">SteamCon.com.br</a></strong> &#8211; Site de Eventos SteamPunk e onde se encontra a lista de artistas que compõe a Liga de Artífices SteamPunk</p>
<p><strong><a href="http://SteamGirls.com.br">SteamGirls.com.br</a></strong> &#8211; Site de SteamPlay, o cosplay Vitoriano e SteamPunk feminino</p>
<p><a href="http://SteamBoys.com.br">SteamBoys.com.br</a> &#8211; Site de SteamPlay, o cosplay Vitoriano e SteamPunk masculino</p>
<p><a href="http://aoLimiar.com.br">aoLimiar.com.br</a> &#8211; Rede Social de Editoras, Escritores e Leitores de Literatura Fantástica, uma iniciativa cultural do Conselho SteamPunk destinada a ser uma ferramenta de divulgação, colheita e documentação de talentos da literatura fantástica nacional. Hoje a rede conta com cerca de 200 participantes, sendo estes escritores, editoras e leitores. Também há cerca de 30 livros virtuais reunindo material de escritores consagrados e aspirantes. </p>
<p>É possível discorrer por muitas páginas acerca de cada uma destas iniciativas, mas creio que só por visitar cada um dos sites o entusiasta vá perceber as intenções do Conselho SteamPunk no que se refere a produção cultural de um modo geral e não apenas àquilo que remete a cultura SteamPunk. </p>
<h4>Quais são os planos para este fim de ano e para o próximo? Pretendem organizar um evento de âmbito nacional?</h4>
<p>O Conselho SteamPunk organizou um evento nacional em 2009, denominado Virtual SteamCon 2009, cujos resultados podem ser vistos em <a href="http://steamcon.com.br/virtual-2009/ ">http://steamcon.com.br/virtual-2009/</a>.</p>
<p>Um evento presencial em âmbito nacional só seria possível com apoiadores e patrocínio, o que pode ser bastante complicado em termos logísticos e burocráticos, mas nos propuseram algo do tipo. É esperar e ver que empresa ou instituição gostaria de nossa ajuda. </p>
<p>Sobre <em>&#8220;2010: O Ano do Vapor&#8221;</em>, lembro que quando cunhei a frase, no início do ano, creio que pode ter parecido um tanto otimista, no entanto, não nos parece. A quantidade de eventos SteamPunk, a publicação da antologia &#8220;Vapor Punk&#8221; e o lançamento de  &#8220;Difference Engine&#8221; no Brasil são um reflexo disso. </p>
<p>O Conselho SteamPunk está  tentando fazer sua parte e creio que o público vai ficar satisfeito com o que estará disponível até o fim do ano. Dentre outras coisas, estamos planejando a Virtual SteamCon 2010, o lançamento de uma ferramenta exclusiva para divulgação de produtos de artistas da Liga de Artífices SteamPunk e iniciativas multimídia que, creio, serão muito importantes para popularizar ainda mais a cultura e o movimento SteamPunk. </p>
<h4>Quais são seus autores de referência? Que obra(s) você  citaria para exemplificar e resumir o Steampunk?</h4>
<p>Embora não possam ser acusados de serem autores SteamPunk, Julio Verne, HG Wells, Conan Doyle, Mary Shelley e Mark Twain podem ser considerados referências para o gênero SteamPunk e certamente leitura importante para aqueles que desejam produzir cultura SteamPunk. Outros autores pré-steampunk mais modernos seriam Harry Harrison, Keith Laumer e Ronald Clark. </p>
<p>A partir da década de 70, Michael Moorcock, Tim Powers, James Blaylock e, logicamente, KW Jeter &#8211; que batizou o gênero SteamPunk &#8211; formam, junto com William Gibson e Bruce Sterling, o elenco que compõe a bibliografia básica do SteamPunk. </p>
<p>É importante acrescentar que, no Brasil, temos já contistas de grande talento &#8211; consagrados ou não &#8211; produzindo para publicações já lançadas e mesmo através da internet. Eu ressaltaria os nomes Gianpaolo Celli, Fábio Fernandes, Antonio Luiz M. C. Costa, Alexandre Lancaster, Roberto de Sousa Causo, Claudio Villa, Jacques Barcia, Romeu Martins, Flávio Medeiros, Octavio Aragão, Flávio Medeiros, Eric Novello, Carlos Orsi e Gerson Lodi-Ribeiro. </p>
<h4>Como você  conheceu o Steampunk?</h4>
<p>Como quase todo entusiasta vai te dizer, ao conhecer o SteamPunk você sente que se encontrou ou que aquilo tudo lhe é muito familiar. O fato é que convivemos com elementos estéticos que remetem ao SteamPunk todos os dias, seja através de monumentos históricos do Século XIX ou obras literárias, televisivas ou cinematográficas de ficção científica com elementos ou quase totalmente orientadas ao gênero. </p>
<p>Quando finalmente é exposto ao nome SteamPunk, o entusiasta sente como se já conhecesse o estilo. Deparei-me pela primeira vez com o conceito ao descobrir o RPG GURPS SteamPunk, em meados da década de 1990.</p>
<p>O fato é que para mim e para muitos dos entusiastas que conheço, é difícil separar o SteamPunk do Conselho SteamPunk ao menos no Brasil e é por isso que revisito sua pergunta inicial para afirmar que a melhor descrição do Conselho SteamPunk é: &#8220;Um grupo dedicado a inspirar, promover e produzir ficção científica do Século XIX no Século XXI, através de todas as formas de expressão às quais se tenha acesso.&#8221; </p>
<blockquote style="clear:both;margin-top:10px;"><p><h2>A autora</h2>
<div style="float:right;margin-top:10px"><img src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/lidia-zuin-steampunk-mini1.jpg" alt="" title="dana-guedes-steampunk-mini" width="150" height="111" class="alignnone size-full wp-image-1396" /></div>
<p>Lidia Zuin (<a href="http://twitter.com/lidiazuin">@lidiazuin</a>) é estudante de Comunicação Social e Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, autora da iniciação científica &#8220;Wired Protocol 7 &#8211; um estudo sobre Serial Experiments Lain e a alucinação consensual do ciberespaço&#8221; e do conto &#8220;Dies Irae&#8221;, publicado na coletânea Imaginários 3, da Editora Draco.</p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Cobertura da RPGCon 2009</title>
		<link>http://www.steampunk.com.br/2009/07/27/cobertura-da-rpgcon-2009/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 09:05:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Accioly</dc:creator>
				<category><![CDATA[Áudio]]></category>
		<category><![CDATA[capa]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[SteamPunk]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[O Vozes da Terceira Terra e o X4TV fizeram uma cobertura da participação da Loja São Paulo do Conselho SteamPunk no evento RPGCon 2009. Vale a pena ouvir o podcast abaixo e assistir ao vídeo feito pela X4TV. Vozes da Terceira Terra A equipe do Vozes da Terceira Terra, Marcelo, Netão, Rodolfo e Taz fizeram ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px"><img src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2009/07/steampunk-rpgcon-loja-sao-paulo.jpg" alt="steampunk-rpgcon-loja-sao-paulo" title="steampunk-rpgcon-loja-sao-paulo" width="490" height="300" class="edges" /></div>
<p><span class="O"><span>O</span></span> <a href="http://vozes.terceiraterra.net/2009/07/17/rpgcon-steampunk-e-final/">Vozes da Terceira Terra</a> e o <a href="http://www.livestream.com/x4tv/ondemand/flv_e3efed93-9fd4-4074-8a68-febd32e091ab?initthumburl=http://mogulus-user-files.s3.amazonaws.com/chx4tv/2009/07/05/e3efed93-9fd4-4074-8a68-febd32e091ab_310.jpg&#038;playeraspectwidth=4&#038;playeraspectheight=3">X4TV</a> fizeram uma cobertura da participação da Loja São Paulo do Conselho SteamPunk no evento RPGCon 2009.</p>
<p>Vale a pena ouvir o podcast abaixo e assistir ao vídeo feito pela X4TV.</p>
<h2>Vozes da Terceira Terra</h2>
<p>A equipe do Vozes da Terceira Terra, Marcelo, Netão, Rodolfo e Taz fizeram um podcast cobrindo a RPGCon, do qual um resumo pode ser ouvido clicando abaixo:</p>
<p><embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.google.com/reader/ui/3247397568-audio-player.swf?audioUrl=http://www.dotweb.com.br/steampunk-audio/rpgcon-steampunk.mp3" width="490" height="27" allowscriptaccess="never" quality="best" bgcolor="#F8F2D0" wmode="window" flashvars="playerMode=embedded" /></p>
<p><small><a href="http://www.dotweb.com.br/steampunk-audio/rpgcon-steampunk.mp3">Baixar PodCast Resumo</a></small><br />
<small><a href="http://vozes.terceiraterra.net/2009/07/17/rpgcon-steampunk-e-final/">Baixar PodCast Original</a></small></p>
<h2>X4TV</h2>
<p><script src="http://static.livestream.com/scripts/playerv2.js?channel=x4tv&#038;layout=playerEmbedDefault&#038;backgroundColor=0xF8F2D0&#038;backgroundAlpha=1&#038;backgroundGradientStrength=0&#038;chromeColor=0x000000&#038;headerBarGlossEnabled=true&#038;controlBarGlossEnabled=true&#038;chatInputGlossEnabled=true&#038;uiWhite=true&#038;uiAlpha=0.5&#038;uiSelectedAlpha=1&#038;dropShadowEnabled=true&#038;dropShadowHorizontalDistance=10&#038;dropShadowVerticalDistance=10&#038;paddingLeft=10&#038;paddingRight=10&#038;paddingTop=10&#038;paddingBottom=10&#038;cornerRadius=10&#038;backToDirectoryURL=null&#038;bannerURL=null&#038;bannerText=null&#038;bannerWidth=320&#038;bannerHeight=50&#038;showViewers=true&#038;embedEnabled=true&#038;chatEnabled=true&#038;onDemandEnabled=true&#038;programGuideEnabled=false&#038;fullScreenEnabled=true&#038;reportAbuseEnabled=false&#038;gridEnabled=false&#038;initialIsOn=false&#038;initialIsMute=false&#038;initialVolume=10&#038;contentId=flv_e3efed93-9fd4-4074-8a68-febd32e091ab&#038;initThumbUrl=http://mogulus-user-files.s3.amazonaws.com/chx4tv/2009/07/05/e3efed93-9fd4-4074-8a68-febd32e091ab_310.jpg&#038;playeraspectwidth=4&#038;playeraspectheight=3&#038;mogulusLogoEnabled=true&#038;width=490&#038;height=490&#038;wmode=window" type="text/javascript"></script></p>
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		<title>Entrevista para O Estado RJ Online</title>
		<link>http://www.steampunk.com.br/2009/06/09/entrevista-para-o-estado-rj-online/</link>
		<comments>http://www.steampunk.com.br/2009/06/09/entrevista-para-o-estado-rj-online/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 23:30:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Accioly</dc:creator>
				<category><![CDATA[capa]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta entrevista foi dada para a revista de Internet O Estado RJ Online, e feita por Maria Clara Senra. O Estado RJ Online: O que é o Conselho SteamPunk e quem o fundou? Meu nome é Bruno Accioly, sou analista de sistemas editor chefe do OutraCoisa.com.br e co-fundador do Conselho SteamPunk, criado em 2008 por ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px"><img src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2009/06/entrevista-o-estado-rj-online-steampunk.jpg" alt="Entrevista para Rudge Ramos Online/Metodista" width="490" height="300" class="edges" /></div>
<p><span class="E"><span>E</span></span>sta entrevista foi dada para a revista de Internet <a href="http://www.oestadorj.com.br/">O Estado RJ Online</a>, e feita por Maria Clara Senra.<br />
<br style="clear:both" /></p>
<p><strong>O Estado RJ Online: O que é o Conselho SteamPunk e quem o fundou?</strong></p>
<p>Meu nome é Bruno Accioly, sou analista de sistemas editor chefe do <a href="http://OutraCoisa.com.br">OutraCoisa.com.br</a> e co-fundador do Conselho SteamPunk, criado em 2008 por mim e por <a href="http://sp.steampunk.com.br">Raul Cândido Ruiz</a>.</p>
<p>O Conselho SteamPunk tem por objetivo divulgar, explicar, inspirar, homenagear e produzir cultura SteamPunk e está presente em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul através de grupos denominados &#8220;Lojas&#8221;, para as quais o Conselho fornece infra-estrutura de hospedagem internet e soluções tecnológicas de forma gratuita.</p>
<p><strong>O Estado RJ Online: Qual é a origem do termo “steampunk”?</strong></p>
<p>O termo SteamPunk surge como uma corruptela do termo CyberPunk. Uma vez que o CyberPunk era um sub-gênero da ficção científica que se ambienta em uma sociedade de alta tecnologia e o SteamPunk se ambienta em uma realidade marcada pelo uso do Vapor (Steam), o escritor K.W. Jeter achou por bem batizar classificar seus trabalhos e os de alguns outros autores da mesma forma.</p>
<p>Há algum debate sobre o nome até hoje, mas acaba que &#8220;Punk&#8221; no &#8220;SteamPunk&#8221; ficou menos importante em termos de significado.</p>
<p><strong>O Estado RJ Online: O que é ser “steampunk”? Qual a origem dessa “tribo”?</strong></p>
<p>Cada vez mais usa-se o termo SteamPunk para descrever mais que um sub-gênero da ficção científica. Antes de explicar o que é &#8220;ser&#8221; SteamPunk é preciso explicar o que é o SteamPunk.</p>
<p>Trata-se de uma proposta de ambientar uma história &#8211; contada em literatura, quadrinhos, filmes ou no meio que se deseje &#8211; em um Universo onde todo o apelo estético-cultural se baseia na Era Vitoriana. Este período do Século XIX foi marcado pela revolução industrial, evoluções na engenharia e pela eufórica sensação de que todos os problemas do mundo seriam resolvidos através de máquinas suficientemente complexas.</p>
<p>Os entusiastas do gênero SteamPunk costumam se interessar por todo material publicado dentro desta proposta e, em alguns casos, se filiar a instituições como o Conselho SteamPunk (www.steampunk.com.br), montar seu próprio grupo SteamPunk ou mesmo participar de eventos usando roupas vitorianas e apetrechos tecnológicos anacrônicos e retrofuturistas.</p>
<p>Ser SteamPunk, ou Steamer, não é tão diferente de ser Trekker (Star Trek), Jedier (Star Wars), Brown Coat (Firefly). A maior diferença é que não existe um &#8220;dono&#8221; do gênero SteamPunk, o que permite que qualquer um produza cultura SteamPunk, em qualquer meio disponível.</p>
<p><strong>O Estado RJ Online: Quais são os ídolos dos Steamers?</strong></p>
<p>Por conta de o sub-gênero SteamPunk ser atribuído até mesmo a autores que já existiam antes do termo ter sido cunhado,  como Julio Verne e H.G.Wells, muitos dos autores adorados por Steamers não são contemporâneos e boa parte da literatura Vitoriana, de alguma forma, nos inspira interesse.</p>
<p>A maior parte dos ídolos dos Steamers são autores, mas há uma tendência clara para a adoração da obra, acima do autor, a meu ver.</p>
<p>É o caso de livros como &#8220;20 mil Léguas Submarinas&#8221;, &#8220;A Máquina do Tempo&#8221;, &#8220;Bússola Dourada&#8221;; filmes como &#8220;Liga Extraordinária&#8221;, &#8220;SteamBoy&#8221;, &#8220;Van Helsing&#8221; e &#8220;A Cidade das Crianças Perdidas&#8221;; quadrinhos como &#8220;Girl Genious&#8221;, &#8220;Steam Detectives&#8221; e &#8220;Iron West&#8221;; e até mesmo bandas, como é o caso de Abney Park.</p>
<p>Há também um carinho especial por figuras históricas ligadas ao gênero, como Nicola Tesla, Santos Dumont, Charles Babbage, Oswaldo Cruz, Louis-Jacques-Mandé Daguerre, Thomas Carlyle, Francisco Freire Allemão, Thomas Edison, João Batista de Lacerda e tantos outros.</p>
<p>Isso dá um caráter importante a cultura SteamPunk, uma vez que a enraíza no imaginário do entusiasta através não só do entretenimento, mas do despertar da curiosidade a respeito da história.</p>
<p><strong>O Estado RJ Online: Na comunidade do orkut “steampunk”, fala-se sobre a influência de Julio Verne e Mark Twain dentro dessa cultura. De que forma essa influência ocorre?</strong></p>
<p>Não é muito difícil compreender, na verdade. Afinal, ambos os autores são referência da cultura da época, seja em termos de linguagem, costumes e cultura. No caso de Julio Verne, inclusive, a questão do fantástico &#8211; tão presente na cultura SteamPunk &#8211; fica bem evidenciada, sobretudo na forma de engenhocas impossíveis que se utilizam de tecnologia da época para fazer o improvável.</p>
<p>Há muito material disponível, descrevendo a realidade Vitoriana, e mesmo Conan Doyle, com Sherlock Holmes; Mary Shelley, com &#8220;Frankenstein&#8221;; e Bram Stocker, com &#8220;Drácula&#8221;&#8230; toda literatura de época pode ser invocada para inspirar Steamers a escrever, desenhar, se vestir ou simplesmente se divertir de alguma forma dentro do gênero.</p>
<p><strong>O Estado RJ Online: Em relação à moda, qual seria o estilo “steampunk”?</strong></p>
<p>Essencialmente a moda SteamPunk passa pela época vitoriana, jaquetões, chapéus, cartolas, coletes, gravadas com nós elaborados, trajes formais, corpetes, blusas de tecidos rústicos ou até bastante sofisticados e com um cuidado &#8220;barroco&#8221; em sua confecção. Se você viu algum filme ambientado no Século XIX você já está a meio caminho de entender qual a &#8220;moda SteamPunk&#8221;.</p>
<p>Mas não se deve parar aí. O SteamPunk é mais que um retorno à Era Vitoriana. Trata-se de um retorno à uma época que jamais aconteceu. Como se, no Século XIX, o Homem tivesse conseguido alçar vôos muito maiores somente com o uso do vapor e da eletricidade.</p>
<p>Por conta disso, muitos dos acessórios SteamPunk são profundamente excêntricos e se pode ver pessoas equipadas com desconcertantes armas de raios, bengalas a vapor, cartolas ornadas com bobinas elétricas e muitos outros objetos deslocados no tempo, quase todos em couro, latão e bronze.</p>
<p><strong>O Estado RJ Online: E em relação á música e ao cinema?</strong></p>
<p>Steamers costumam discutir bastante a questão, atribuindo ao gênero bandas e músicas que inspiram os entusiastas e, de alguma forma, remetem ao SteamPunk.</p>
<p>Abney Park e Vernian Process são as bandas mais diretamente ligadas ao tema mas existe especial afinidade com Tom Waits, Emilie Autumn, Depeche Mode, The Cure, Nine Inch Nails, David Bowie, The Dresden Dolls e Within Temptation, por exemplo.</p>
<p>O cinema ainda está descobrindo o SteamPunk como linguagem, o que limita um pouco o número de filmes que podem ser citados, mas algumas produções vêm carregando influência bastante óbvia em sua cenografia e até mesmo no enredo. Algumas produções ligadas ao SteamPunk de alguma forma são, &#8220;Do Inferno&#8221;, &#8220;20 mil Léguas Submarinas&#8221;, &#8220;Brazil, o filme&#8221;, &#8220;A Máquina do Tempo&#8221;, &#8220;A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça&#8221;, &#8220;Vidocq&#8221;, &#8220;A Irmandade do Lobo&#8221;, &#8220;Volta ao Mundo em 80 dias&#8221;, &#8220;Delicatessen&#8221;, &#8220;Jovem Sherlock Holmes&#8221;, &#8220;A Bússola Dourada&#8221;, &#8220;Hellboy&#8221;, &#8220;Liga Extraordinária&#8221;, &#8220;Wild Wild West&#8221;, &#8220;Van Helsing&#8221;, &#8220;SteamBoy&#8221;, &#8220;De Volta para o Futuro III&#8221;, &#8220;Frankenstein, de Mary Shelley&#8221;, &#8220;O Planeta do Tesouro&#8221; e &#8220;A Cidade das Crianças Perdidas&#8221;, são alguns exemplos comuns.</p>
<p><strong>O Estado RJ Online: É interessante divulgar a cultura “steampunk” ou isso pode prejudicar o movimento fazendo com que seja apenas uma “modinha”?</strong></p>
<p>Toda contra-cultura tem de passar por isso&#8230; Citando a artista plástica Jessica Joslin, entrevistada pelo Conselho SteamPunk: &#8220;Todo movimento de contra-cultura, quando atinge certo grau de popularidade, sofre com um efeito colateral inevitável. [...] agora que o movimento ganhou [fora do Brasil] notoriedade, para cada grupo de pessoas que amam o SteamPunk há aqueles que dele se afastaram pelo mesmo motivo.&#8221;</p>
<p>É comum que aqueles que aderem a um movimento por conta de este ser incomum, se afastem quando ele se torna corriqueiro&#8230; mas me parece que todo movimento de contra-cultura sobrevive ao interesse da maioria-entediada que se aproxima ocasionalmente.</p>
<p>O SteamPunk tem grande potencial em termos de linguagem, criação artística e produção de subjetividade. Contar uma história através de &#8220;lentes SteamPunk&#8221; agrega valor e, em si, significa muito. O gênero em si é uma declaração de intenções e visão de mundo.</p>
<p><strong>O Estado RJ Online: Por onde um interessado deve começar para se tornar um Steamer?</strong></p>
<p>Basta se cadastrar no Registro SteamPunk: <a href="http://www.steampunk.com.br/registro-steampunk/">www.steampunk.com.br/registro-steampunk/</a></p>
<p>Vale começar também a explorar o material disponível no site: <a href="http://www.steampunk.com.br/">www.steampunk.com.br</a></p>
<p>Um material diversificado e de ótima qualidade pode ser encontrado em: <a href="http://sp.steampunk.com.br/">sp.steampunk.com.br</a></p>
<p>Há comunidades do Conselho SteamPunk no Orkut e também no Twitter.</p>
<p>Para os interessados em CosPlay vale visitar: <a href="http://www.steamgirls.com.br/">www.steamgirls.com.br</a></p>
<p>Basta caçar na internet os links mais relevantes, começar a ler, ver filmes e se divertir bastante.</p>
<p>Se alguém se interessar em colaborar com o Conselho SteamPunk ou criar uma Loja em sua cidade, basta entrar em contato através do endereço: <a href="mailto:b.accioly@steampunk.com.br">b.accioly@steampunk.com.br</a></p>
<p>A entrevista acima serviu de insumo para o artigo publicado em: <a href="http://www.oestadorj.com.br/index.php?pg=noticia&#038;id=2307">O Estado RJ Online</a></p>
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		<title>Entrevista para Rudge Ramos Online/Metodista</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 16:40:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Accioly</dc:creator>
				<category><![CDATA[capa]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta entrevista foi dada para a revista de Internet Rudge Ramos Online, da Metodista, e feita por Bruna Gonçalves. Rudge Ramos Online: O que é steampunk? Como surgiu? O SteamPunk é um sub-gênero da Ficção Científica e, em certos casos, de Fantasia. Trata-se, fundamentalmente, de um movimento literário que tem como principal característica a criação ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px"><img src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2009/06/rudge-ramos-metodista-entrevista-steampuk.jpg" alt="Entrevista para Rudge Ramos Online/Metodista" width="490" height="300" class="edges" /></div>
<p><span class="E"><span>E</span></span>sta entrevista foi dada para a revista de Internet <a href="http://www.metodista.br/rronline">Rudge Ramos Online</a>, da Metodista, e feita por Bruna Gonçalves.<br />
<br style="clear:both" /><br />
<strong>Rudge Ramos Online: O que é steampunk? Como surgiu?</strong></p>
<p>O SteamPunk é um sub-gênero da Ficção Científica e, em certos casos, de Fantasia. Trata-se, fundamentalmente, de um movimento literário que tem como principal característica a criação de universos ficcionais ou realidades alternativas cuja temática retrô remete a Era Vitoriana. O período do Século XIX no qual se baseia a estética SteamPunk é invariavelmente mesclada a uma tecnologia baseada nos preceitos da época mas invocando o fantástico, como se pode ver em trabalhos de Julio Verne e H.G.Well, com &#8220;20mil Léguas Submarinas&#8221; e &#8220;A Máquina do Tempo&#8221;, por exemplo.</p>
<p>Essencialmente surgiu como uma &#8220;linguagem&#8221; ficcional, um recurso dramatúrgico, em meados da década de 1980, nos EUA, e foi se popularizando lentamente, principalmente devido ao desdobramento desta literatura em uma proposta estética. Na literatura, o &#8220;movimento&#8221; surge com Tim Powers e James Blaylock, quando K.W.Jeter batiza o objeto ficcional destes autores como literatura SteamPunk. Etimologicamente, o termo surge como desdobramento do termo CyberPunk, com o qual foi batizado outro sub-gênero da Ficção Científica.</p>
<p>O curioso é que mesmo romances e outras obras ambientadas no século XIX vêm sendo denominadas obras SteamPunk, o que torna o movimento intrinsecamente anacrônico e paradoxal.</p>
<p><strong>Rudge Ramos Online: Qual a filosofia desse movimento?</strong></p>
<p>Enquanto movimento artístico-literário-cinematográfico, é difícil associar uma Filosofia ao movimento. Acontece que os entusiastas das obras SteamPunk são o pináculo de sustentação do que se poderia chamar &#8211; sendo indulgente com o temo &#8211; de &#8220;movimento cultural&#8221;.</p>
<p>O SteamPunk não está tão afinado com o conceito de movimento cultural quanto o Punk, estando mais próximo do que foi o CyberPunk, uma proposta de linguagem, uma proposta estética e, possivelmente, um instrumento formador de opinião.</p>
<p>Não me arriscando a acreditar que posso representar todos os entusiastas do gênero, creio que posso afirmar que há, tanto na proposta estética quanto nos conceitos que permeiam o SteamPunk, uma intenção de cuidado com a relação Homem/Máquina, Homem/Meio-Ambiente e com as relações humanas.</p>
<p>O termo movimento só não está mais banalizado, hoje, que o termo filosofia e não me arrisco a afirmar que exista uma filosofia de fato, entretanto, a preocupação do Conselho SteamPunk &#8211; fundado no Brasil em 2008 no Rio de Janeiro e em São Paulo &#8211; passa pelos interesses, anseios e aspirações dos interessados e participantes do movimento.</p>
<p>Vale visitar: http://www.steampunk.com.br/2009/04/04/utopia-distopia-e-realidade/</p>
<p><strong>Rudge Ramos Online: Qual estilo de vida que levam?</strong></p>
<p>De um modo geral os Steamers são um grupo bastante heterogêneo, até porque não existe apenas um romance, um filme ou uma franquia que seja proprietária do gênero.</p>
<p>Há aqueles que sejam cosplayers interessados em promover o gênero através das vestes e comportamentos; há aqueles que são quase eruditos e interessados em catalogar e discutir o que é ou não SteamPunk dentre o que já foi produzido até hoje; e há aqueles que fruem toda obra SteamPunk com gosto e gosta de sair pra comentar sobre elas (e sobre outras coisas) em rodas de amigos. Enfim&#8230; são pessoas como você e eu que desfrutam de um interesse comum.</p>
<p><strong>Rudge Ramos Online: Como é esse movimento no Brasil?</strong></p>
<p>Há mais de um grupo desenvolvendo atividades, divulgando e produzido cultura SteamPunk no país.</p>
<p>Posso falar do Conselho SteamPunk, fundado por mim mesmo e por Raul Cândido Ruiz e que nada mais é que um grupo interessado em divulgar, inspirar e produzir material para um grupo crescente de pessoas interessadas.</p>
<p>O papel do Conselho é, através de suas &#8220;Lojas&#8221; &#8211; como denominamos cada grupo regional &#8211; levar o SteamPunk para um número cada vez maior de pessoas que ainda não conhecem o movimento e promover eventos e atividades relacionadas a estes interesses.</p>
<p>Adicionalmente, o papel do Conselho SteamPunk é fornecer infra-estrutura para cada uma das suas Lojas, garantindo hospedagem sem custo para criação de websites e servir de base de conhecimento digital para todos os interessados.</p>
<p>Outra componente interessante é o intercâmbio internacional, que se reflete na produção conjunta e transferência de conteúdo com outros países, como é o caso de algumas ótimas entrevistas que a Loja São Paulo e a Loja Rio de Janeiro vem promovendo, bem como a parceria com o site alemão www.clockworker.de.</p>
<p><strong>Rudge Ramos Online: Para você, o que precisa ser feito para que seja mais conhecida no país?</strong></p>
<p>Além de todo o trabalho que grupos relacionados ao gênero SteamPunk vêm desenvolvendo, é preciso que a produção cinematográfica, material em quadrinhos e literatura seja produzida, não só no Brasil, mas em todo o Mundo.</p>
<p>O importante, contudo é produzir e se divertir com o resultado, muito mais que esperar que haja notoriedade.</p>
<p>O interesse do Conselho SteamPunk é, através da produção cultural, sensibilizar os entusiastas do gênero acerca de sua história, questões ambientais, morais e éticos, tudo sem o peso do aborrecimento e usando o entretenimento como veículo.</p>
<p><strong>Rudge Ramos Online: Como você ficou conhecendo o movimento?</strong></p>
<p>Muitos interessados acabam dizendo que antes de conhecer o termo já identificavam seu interesse pela estética retrofuturista de Verne, Wells, Jean Pierre Jeunet, Terry Gillian e tantos outros, e não foi diferente comigo. Tudo o que foi feito usando esta estética estava, em mim, guardado com muito carinho.</p>
<p>Quando o termo veio a meu conhecimento em 2007 foi, imediatamente, uma revelação, e foi daí que nasceu o site www.steampunk.com.br, que hoje é lar do Conselho SteamPunk.</p>
<p><strong>Rudge Ramos Online: Existe um perfil de quem adere?</strong></p>
<p>Não. Posso afirmar categoricamente um perfil não existe. Mas percebemos que há uma característica comum em todos os que aderem ao Conselho SteamPunk ou se acerca do que fazemos&#8230; um termo que a autora brasileira de ficção Cristina Lasaitis (http://www.outracoisa.com.br/2008/11/16/cristina-lasaitis/) científica trouxe de novo a baila&#8230; uma coisa chamada Sense of Wonder, uma sensibilidade particular para com o fascínio e o fascinante.</p>
<p>Todos aqueles que sabem ouvir e apreciam o imaginário, o fabuloso e o fantástico vão se interessar pelo SteamPunk.</p>
<p><strong>Rudge Ramos Online: Existe preconceito das pessoas?</strong></p>
<p>Creio que não. Existe, logicamente, uma tendência a fazer pouco de qualquer interesse incomum e aquele comportamento jocoso comum a quem não partilha do culto a um conjunto de obras e tal. É como acontece com Trekkers (Star Trek), Jediers (Star Wars), Brown Coats (Firefly) e tantas outros grupos com interesses divergentes da maioria. </p>
<p>Hoje em dia, contudo &#8211; e como costumo brincar, depois de &#8220;Matrix&#8221; &#8211; o termo Nerd perdeu força e a cultura nerd se confunde com a cultura pop de muitas maneiras. Isso se deve, a meu ver, a obras herméticas dos quadrinhos e da literatura terem sido descobertas pelos grandes estúdios e graças também ao movimento da Marvel e da DC em direção aos empreendimentos cinematográficos, os grandes responsáveis pela popularização do que era, outrora, hermético.</p>
<p><strong>Rudge Ramos Online: O que caracteriza um adepto a essa tribo? E visualmente?</strong></p>
<p>Nem todos saímos por aí vestidos em roupas vitorianas, com relógios de bolso, cartolas, bengalas e outros andrajos, além dos elementos retrofuturistas não Vitorianos.</p>
<p>Não existe obrigatoriedade de vestimentas em qualquer encontro, mas um grande contingente de pessoas se interessa pela prática do cosplay no Conselho SteamPunk e muitos de nós acabam aparecendo, em encontros, paramentados de acordo.</p>
<p>Revestir-se do interesse e do empenho na produção de cultura SteamPunk é, de um modo geral, mais importante para Steamer do que vestir-se de acordo com um dado código.</p>
<p>Mas que é divertido viver a fantasia de viver outra realidade, não há como negar!</p>
<p>Vale visitar também: <a href="http://www.steamgirls.com.br">www.steamgirls.com.br</a></p>
<p>A entrevista acima serviu de insumo para o artigo publicado em: <a href="http://www.metodista.br/rronline/cultura/steampunk-conquista-o-brasil/">Metodista.br/rronline</a></p>
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		<title>A Arte SteamPunk de Jessica Joslin</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 01:32:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Accioly</dc:creator>
				<category><![CDATA[capa]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Escultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Jessica Joslin, em suas próprias palavras, é uma artista que constrói peças que podem ser descritas como Animais Mecânicos Vitorianos SteamPunk. Em seu discurso coeso acerca da natureza de sua obra, Jessica Joslin nos deixa passear pelo seu conceito de arte e pelo valor que dá a criatividade e a expressão. As peças que confecciona ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px"><img src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2009/04/jessica-joslin-fotos-1.jpg" alt="jessica joslin" width="490" height="300" class="edges" /></div>
<p><span class="J"><span>J</span></span>essica Joslin, em suas próprias palavras, é uma artista que constrói peças que podem ser descritas como Animais Mecânicos Vitorianos SteamPunk.</p>
<p>Em seu discurso coeso acerca da natureza de sua obra, Jessica Joslin nos deixa passear pelo seu conceito de arte e pelo valor que dá a criatividade e a expressão.</p>
<p>As peças que confecciona vem sendo exibidas em galerias e despertando o interesse de público e crítica o que, para o SteamPunk, é particularmente importante.</p>
<p>Artistas como Jessica Joslin são a linha de frente da popularização da estética SteamPunk, que é a porta de entrada de muitas pessoas para o gênero que, cada vez mais, se define como muito mais que só um “jeito da coisa se parecer”.</p>
<p><b>Conselho SteamPunk: É nossa opinião que grande parte do seu trabalho se fundamenta na forma subversiva que você captura a vida. Você concorda ou acha que estamos totalmente enganados?</b></p>
<p>Suponho que meu trabalho possa ser considerado subversivo em certo sentido sim, mas não tento chocar ninguém. Creio que há uma marginalidade inerente no fato de que estou representando a criatura viva com material inanimado, inclusive restos de esqueletos. Usar ossos para representar vida pode sim ser considerado subversivo, mas não é esta minha intenção.</p>
<p><b>Conselho SteamPunk: É comum que algumas pessoas se sintam ofendidas por esta forma de expressão? Seu apreço pelos animais já foi questionado pelo público?</b></p>
<p>Ocasionalmente, mas não é tão comum. Talvez surpreendentemente, tenho percebido respostas genuinamente interessadas das pessoas com quem tenho contato sobre meu trabalho, incluindo aquelas envolvidas em direitos dos animais. Tenho grande afinidade com os animais e creio que isso se percebe em meu trabalho. Uma coisa é certa; Tudo que é vivo morre. Eu apenas coleto o que fica para trás&#8230;</p>
<p>Para obter os ossos que utilizo, trabalho com fornecedores osteológicos. Tratam-se de profissionais especialistas que fornecem para museus, escolas e instituições de pesquisa. Sou muito consciente das implicações éticas e ambientas do trabalho com ossos de animais e sou cautelosa em trabalhar com empresas cujas práticas estejam acima de qualquer reprovação.</p>
<p><b>Conselho SteamPunk: Seu trabalho com protótipos de brinquedos e modelos influenciaram sua arte?</b></p>
<p>Sim, foi através deste trabalho que adquiri muitas das habilidades necessárias para confeccionar minhas peças. Precisão é algo importante para mim, bem como a beleza das peças. Foram necessários 20 anos de treino nas mais diversas disciplinas. Todas elas se manifestam em meu trabalho, concorrendo para melhorá-lo e enriquecê-lo. Creio que é como tudo mais&#8230; quanto melhor você se torna em algo, mais fácil lhe parece. De um ponto de vista estrutural, muitos sequer se dão conta da complexidade e precisão do meu trabalho. Por exemplo um único pé de Ludwig &#8211; “The Monkey on the Ball” &#8211; é composto de 30 partes individuais, todas unidas e bem montadas. Há muita engenharia (e requinte) em cada peça que parece ter sido feita sem grande dificuldade, como se elas fossem destinadas a ter aquela forma.</p>
<p><b>Conselho SteamPunk: Você vem colecionando há muitos anos partes de animais e antigos componentes mecânicos. Esta prática tem alguma relação com um desejo implícito de consertar a vida quando esta se encontra “quebrada”?</b></p>
<p>Esta pergunta é interessante. A resposta tem relação, parcialmente, com onde eu estudei e com o lugar onde cresci. Minha infância e adolescência se deu em Boston, e desde muito cedo senti-me arrebatada pela maravilha que eram os museus da Universidade de Harvard, particularmente o Museu de Zoologia Comparada. Haviam galerias e mais galerias cheias de taxidermia da Era Vitoriana, que eram particularmente fascinantes. Anos depois fui estudar em Chicago e, a caminho dos estudos, passava por um edifício de vidro espelhado que tinha uma grande fonte diante da fachada. Os pássaros que por ali voavam continuamente batiam de encontro ao vido e caiam nas águas da fonte, com os pescoços quebrados.</p>
<p>Todos os dias eu via estes pássaros preciosos flutuando naquelas águas até que os zeladores apareciam, recolhiam-nos sem cerimonia em suas redes e os jogavam no lixo, o que me deixava triste. Não parecia correto que aquelas criaturas adoráveis morressem sem qualquer propósito e então fossem atiradas ao lixo. Decidi, em certo ponto, que revisitaria minha fascinação pela taxidermia. Comecei a estudar como preservar as aves, lendo livros sobre o assunto e, ao invés de somente passar pela fonte, eu retirava minhas botas e coletava as aves mortas (muitas vezes para horror daqueles que assistiam!) para então usá-las para praticar taxidermia.</p>
<p>Desta forma acumulei uma coleção respeitável de aves empalhadas, que acabei por incorporar mais tarde em meu trabalho. Suponho que até os dias de hoje o meu uso de ossos vem do desejo de celebrar a beleza dos animais, vivos ou não. Este sentimento vem parcialmente de colecionar coisas que, de outra forma, seriam esquecidas ou subestimadas.</p>
<p><b>Conselho SteamPunk: Você conhece o gênero SteamPunk? Considera seu trabalho uma referência do gênero?</b></p>
<p>Sim. Há alguns trabalhos muito interessantes sendo feitos dentro do gênero. Latão é um material que me agrada muito e sou apaixonada pela Era Vitoriana, portanto posso dizer que definitivamente meu trabalho bebe nesta mesma fonte.</p>
<div style="margin-bottom:20px"><img src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2009/04/jessica-joslin-fotos-2.jpg" alt="jessica joslin" width="490" height="300" class="edges" /></div>
<p><b>Conselho SteamPunk: A recente popularidade do gênero SteamPunk afetou o interesse pelo seu trabalho?</b></p>
<p>O SteamPunk ofereceu mais um meio de divulgar e apresentar o meu trabalho para pessoas cuja sensibilidade estética é similar a minha. Sob este aspecto certamente ajudou. Entretanto, como todo movimento de contra-cultura que atinge certo grau de popularidade, há um efeito colateral inevitável. Parece que, agora que o movimento ganhou notoriedade, para cada grupo de pessoas que amam o SteamPunk há aqueles que dele se afastaram pelo mesmo motivo.</p>
<p>De muitas formas a característica “faça-você-mesmo” do SteamPunk foi o maior benefício e o maior problema do movimento, particularmente no que se refere aos artistas. É maravilhoso que algo tenha surgido para inspirar artistas iniciantes a colocar para fora suas habilidades e seu talento. Jamais teremos artistas suficientes no mundo! No entanto, por conta da mesma mentalidade “faça-você-mesmo”, o movimento vem sendo assombrado por questões relacionadas a apropriação e plágio.</p>
<p>Por conta da familiaridade com tutoriais online (como instruções passo-a-passo para modificar um teclado de computador para que se pareça com uma máquina de escrever antiga), alguns acabaram por acreditar que a apropriação de qualquer idéia é eticamente aceitável.</p>
<p>Recebo cartas de pessoas que dizem desejar confeccionar sua própria versão do meu trabalho, perguntando onde podem conseguir os elementos para tanto e como deveriam proceder. Estas pessoas não parecem entender o quanto isto é inadequado. É uma visão totalmente equivocada do meu trabalho. Sim, qualquer um pode conseguir um crânio e atar a isso um pedaço de latão, mas isto não capturaria o espírito da minha obra ou aquilo que luto para alcançar&#8230; qualquer tentativa diletante vai se parecer com o que é&#8230; uma cópia barata. Muito compreendem isso, mas não todo mundo.</p>
<p>Uma das coisas que mais amo no SteamPunk é justamente a atenção aos detalhes. Para cada pessoa que, equivocada, pensa que um par de “googles” junto a acessórios de latão são sinônimo de SteamPunk, há muitos outros que se esforçam para alcançar outro patamar de refinamento e minúcia. Em minha opinião trata-se de um senso de entendimento da conjuntura sociológica, tecnológica e cultural da Era das Máquinas que garante a riqueza e profundidade ao movimento.</p>
<p>Tratava-se de um momento histórico no qual os objetos não eram descartáveis. As pessoas gastavam muitos anos aprendendo um ofício específico e refinando sua habilidade. Quando se construía algo (fosse uma obra de arte, vestuário, móveis ou máquinas) havia o cuidado em se tentar fazê-lo da melhor forma possível. Não havia atalhos. Havia um magnífico senso de respeito por tudo aquilo que era conseguido através de sacrifício. Em nosso tempo, muitos artistas iniciantes sentem a necessidade de buscar o sucesso antes de terem tido tempo de alcançar uma visão própria e única da arte. Eles buscam a aprovação antes mesmo de desejá-la. Eu acredito firmemente que isto nos empobrece a todos. É necessário muito tempo para se criar algo especial e original&#8230; não são estas algumas das virtudes que melhor definem a arte?</p>
<p><b>Conselho SteamPunk: Você aprovaria e participaria de uma Liga de Artífices SteamPunk? Acha importante partilhar experiências com artistas de diferentes países e segmentos?</b></p>
<p>A sensibilidade para apreciar e entender o ofício do artesão é algo pelo que tenho muito apreço. Despendi muito tempo trabalhando com diferentes técnicas para refinar minhas habilidades. De fato creio que a maior parte (senão todos) os artistas se beneficiariam da exposição a outras técnicas, fazendo o bom e velho trabalho manual. É um belo teste para o engajamento e dedicação do artista!</p>
<p>Certamente endosso uma Liga de Artífices, caso os padrões elevados da Era Vitoriana fossem a meta de seus participantes. É preciso ter cuidado, contudo, pois eu mesma sou bastante intransigente com detalhes. Tinta spray dourada não passa por latão, em hipótese alguma. Quem discorda deveria ser açoitado com uma luva de couro! ; )</p>
<p>Isto posto, muitos artistas se benefeciariam grandemente do intercâmbio com outros profissionais, inclusive eu. Eu sempre aprecio o contato com outros artistas e artesãos cujos interesses são similares aos meus.</p>
<p><b>Conselho SteamPunk: Como o grande público pode adquirir seu trabalho e seu livro?</b></p>
<p>Recentemente houve uma exposição minha no Billy Shire Gallery. Os trabalhos disponíveis em:<br />
<a href="http://billyshirefinearts.com/08joslin/index.html">http://billyshirefinearts.com/08joslin/index.html</a></p>
<p>Sou agenciada pela Lisa Sette Gallery e alguns outros trabalhos estão disponíveis em seu website:<br />
<a href="http://billyshirefinearts.com/08joslin/index.html">http://billyshirefinearts.com/08joslin/index.html</a></p>
<p>Meu livro, “Strange Nature”, pode ser aquirido em:<br />
<a href="http://shop.psstudios.com/index.php/products/joslinbook">http://shop.psstudios.com/index.php/products/joslinbook</a></p>
<p>E mais informações sobre o livro podem ser encontradas aqui:<br />
<a href="http://www.lisasettegallery.com/books.htm">http://www.lisasettegallery.com/books.htm</a></p>
<p><a href="#" onclick="xcollapse('X5902');return false;" style="font-size:14px;font-weight:bold">Perguntas sobre Arte (continuar lendo&#8230;)</a><br />
</p>
<div id="X5902" style="display: none; background: transparent;">
<b>Conselho SteamPunk: Temos algumas perguntas sobre suas influências artísticas, sobretudo para nossos leitores ligados a arte.</b></p>
<p><b>Conselho SteamPunk: De que modo Albertos Seba e Walton Ford influenciaram seu trabalho?</b></p>
<p>Em ambos os casos tenho grande respeito por sua graciosidade, estilo fluído e refinamento. A obra de Albertus Seba, tem um senso de distinção entre sua obra e a ciência. Seba (1665-1736) viveu numa época em que as maravilhas de outros continentes ainda representavam um mistério. Muitos dos animais que retratou ele jamais havia visto antes. Muitos artistas/naturalistas da época, quando lidavam com animais exóticos, trabalhavam em cima dos esboços de outros artistas ou a partir de espécimes preservados. Em muitos casos, o animal retratado era discrepante da realidade por conta de mitos, falsos conceitos ou até por conta dos efeitos imprevisíveis da preservação. Por conta disso, havia uma disparidade muito grande entre o animal real e aquele que fora imaginado. Acaba que o produto final eram os animais que conhecemos, mas com um toque de mito, por conta de terem sido involuntariamente modificados. Há uma poesia magnífica no resultado final, que ficam em algum lugar entre uma quimera e aquilo que nos é familiar.</p>
<p>O trabalho de Walton Ford é muito influenciado por John James Audubon e por seus conteporâneos colegas, tenham eles sido artistas, naturalistas, caçadores ou exploradores. Sempre fui fascinada pelas imagens líricas de Ford, mas também pelas histórias por detrás delas. Ele invoca a ironia da Era Vitoriana e Pré-Vitoriana, quando naturalistas coletavam avidamente espécimes para seus museus e escrivaninhas de curiosidades. A atitude cultural da época podia ser descrita como “Matemo-los para olharmos para eles”. Ford dá um jeito de lidar com estas questões com um humor sutil nada didático. As linhas fluídas de criaturas graciosas me inspiram a criar esculturas em poses estilizadas nas quais jamais pensaria se não tivesse sido influenciada por ele.</p>
<p><b>Conselho SteamPunk: A obra de Catherine Chalmers também é fonte de pesquisa para você? Como os dioramas e desenhos de Frederik Ruysch afetaram seu trabalho?</b></p>
<p>Nunca tive o prazer de ver seus trabalhos pessoalmente, mas os conheço principalmente através do trabalho de Cornelius Huyberts. No que se refere a mistura de materiais, contudo, creio que ele é um dos mais fascinantes. Ele coloca arte e ciência numa sintonia que constantemente me intriga.</p>
<p>Ruysch online: <a href="http://www.zymoglyphic.org/exhibits/ruysch.html">http://www.zymoglyphic.org/exhibits/ruysch.html</a></p>
<p><b>Conselho SteamPunk: Eugen Von Bruenchenhein, Pierre et Gilles e Matthew Barney têm um estilo sensualmente grotesco e quase surrealista. Qual o impacto disto em sua arte?</b></p>
<p>Esta é uma pergunta difícil, porque estes três artistas tem muito pouco em comum. Talvez o que haja em comum entre eles seja a extravagância recorrente, a decadência detalhista e uma abordagem cinemática ao retratar seu entorno. Embora eu não possa alegar um impacto direto em meu trabalho, os artistas cujo trabalho eu aprecio acabam tendo sua influencia manifestada de formas inesperadas. Tanto Pierre et Gilles quanto Mathew Barney usam cores de forma extraordinária&#8230; Há um sendo de conformidade nelas&#8230; pompa e circunstância. Seu uso de uniformes é, provavelmente o que mais se manifesta em meu trabalho pois, embora eu trabalhe a forma animal, alguns detalhes decorativos como colares, algemas e chapéus acabam sendo utilizados. </p>
<p>Os retratos de Von Bruenchenhein de usa esposa talvez seja o que mais o aproxima dos outros dois artistas, mas seu trabalho mais influente, para mim, foram suas “torres de ossos”. Ele era um artesão sem treinamento formal, um artista marginal, sem muitos recursos, que vivia no meio oeste. Através dos anos ele colecionou ossos de galinhas do jantar e os transformou em intrincadas torres de ossos, reminescentes das Torres de Watts, e pequenos tronos, que pintou em cores brilhantes. Quando me mudei para Chicago tive a oportunidade de ver uma mostra de seu trabalho e fiquei fascinada pelo detalhismo e beleza de seu trabalho. Eu já começara a construir obras com mistura de materiais, que incorporava ossos, mas este foi um dos poucos artistas, na época, que trabalhavam com material similar.</p>
<p><b>Conselho SteamPunk: Quando você menciona ter sido influenciada pro P.T.Barnum você sugere que ele seja de fato um artista? É incomum que se pense nele desta forma. Discorda do senso comum neste particular?</b></p>
<p>Barnum provavelmente jamais se considerou um artista (apesar de certamente jamais ter tido problema algum de auto-confiança). Acima de tudo considerava a si mesmo como um Showman. Pessoalmente o considero sim um artista, ainda que de uma forma que jamais foi reconhecida como arte até muito recentemente. Ele era mestre na manipulação do público e da media, um verdadeiro mestre do espetáculo. Barnum foi o responsável pela Sereia de Fiji, tida como um dos mais famosos embustes já encenados. Além de seu circo intinerante, ele fundou o American Museum (1841-1865) onde exibia as maravilhas da tecnologia, como automatos, junto de pinturas clássicas, mostras de história natural e figuras em cera.</p>
<p>Mais sobre o American Museum, de Barnum, pode ser encontrado em:<br />
<a href="http://www.lostmuseum.cuny.edu/home.html">http://www.lostmuseum.cuny.edu/home.html</a></p>
<p><b>Conselho SteamPunk: Sua afinidade com Giuseppe Arcimboldo é responsável por sua caracteristica de olhar para além da forma original da criatura entorno da qual você esculpe?</b></p>
<p>O que mais amo em seu trabalho, para além da beleza formal, é que este funciona ao mesmo tempo em diferentes níveis perceptivos. Primeiro você vê a imagem geral, depois começa a perceber os elementos díspares que se combina para criar a ilusão da figura inicialmente percebida. De alguma forma, ele cria um senso de homogeneidade no lugar do caos.</p>
<p><b>Conselho SteamPunk: A estranheza e fascínio exercido pela arte de Lee Bontecou parece sempre presente em suas esculturas. Em que você entende que ela influenciou em sua arte?</b></p>
<p>Só recentemente conheci o trabalho de Bontecou, mas fiquei imediatamente abismada com o quanto temos em comum. Ela é claramente uma apaixonada pelo mundo natural, bem como é uma mestra do uso de múltiplos materiais. A representação dos animais e de seus ossos aparecem em muitos de seus trabalhos mais recentes. Seus mobiles e outras construções esculturais igualmente incorporam uma miríade de materiais e reconheço sensibilidade, brilhantismo e uma capacidade incrível para reinterpretar as formas naturais.
</p></div>
<div style="margin-bottom:20px"><img src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2009/04/jessica-joslin-fotos-3.jpg" alt="jessica joslin" class="edges" /></div>
<div style="margin-bottom:20px;">

<a href='http://www.steampunk.com.br/2009/04/13/a-arte-steampunk-de-jessica-joslin/jessica-joslin-fotos-1/' title='jessica-joslin-fotos-1'><img width="150" height="150" src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2009/04/jessica-joslin-fotos-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="jessica-joslin-fotos-1" title="jessica-joslin-fotos-1" /></a>
<a href='http://www.steampunk.com.br/2009/04/13/a-arte-steampunk-de-jessica-joslin/jessica-joslin-fotos-2/' title='jessica-joslin-fotos-2'><img width="150" height="150" src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2009/04/jessica-joslin-fotos-2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="jessica-joslin-fotos-2" title="jessica-joslin-fotos-2" /></a>
<a href='http://www.steampunk.com.br/2009/04/13/a-arte-steampunk-de-jessica-joslin/jessica-joslin-fotos-3/' title='jessica-joslin-fotos-3'><img width="150" height="150" src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2009/04/jessica-joslin-fotos-3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="jessica-joslin-fotos-3" title="jessica-joslin-fotos-3" /></a>
<a href='http://www.steampunk.com.br/2009/04/13/a-arte-steampunk-de-jessica-joslin/original/' title='original'><img width="150" height="150" src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2009/04/original-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="original" title="original" /></a>
<a href='http://www.steampunk.com.br/2009/04/13/a-arte-steampunk-de-jessica-joslin/jessica-josslin-steampunk/' title='jessica-josslin-steampunk'><img width="150" height="150" src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2009/04/jessica-josslin-steampunk-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="jessica-josslin-steampunk" title="jessica-josslin-steampunk" /></a>
<a href='http://www.steampunk.com.br/2009/04/13/a-arte-steampunk-de-jessica-joslin/jessica-joslin-steampunk-peq/' title='jessica-joslin-steampunk-peq'><img width="70" height="70" src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2009/04/jessica-joslin-steampunk-peq.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="jessica-joslin-steampunk-peq" title="jessica-joslin-steampunk-peq" /></a>

</div>
<p><b><a href="#" onclick="xcollapse('X694');return false;" style="font-size:14px">Jessica Joslin Interview in English</a></b><br />
</p>
<div id="X694" style="display: none; background: transparent;">
<b>Conselho SteamPunk: Could you please start by saying &#8220;Who is Jessica Joslin?&#8221;</b></p>
<p>I am an artist who builds things that might be described as Victorian Steampunk Mechanical Animals.</p>
<p><b>Conselho SteamPunk: In our opinion a great quality and beauty of your sculpture resides, in part, at its subversive way of capturing the living form. Do you agree or we&#8217;re totally misleaded?</b></p>
<p>I suppose my work could be considered subversive on certain levels, but I am certainly not looking for shock value. I think that there is an inherent disconnect in that I am representing a living creature with inanimate materials, some of which are skeletal remains. I suppose that using bones to represent life could be considered subversive, but that isn’t my primary intent.</p>
<p><b>Conselho SteamPunk: Was there any offensive comments on your work? Have people get offended over one of your sculptures? Has your fondness of animals ever being questioned while you got in contact with the public?</b></p>
<p>Occasionally, but not often. Perhaps surprisingly, I have generally received interested, supportive responses from the people who I’ve spoken with, including those who are involved in animal rights organizations. I have a very strong affinity for animals, and I think that comes across in my work.<br />
One thing is certain; all living things will die. I merely collect what is left behind. For obtaining the bones that I use, I work with professional osteological suppliers. These are specialists who supply bone specimens to museums, schools and research institutions. I am very much aware of the ethical and environmental implications of working with animal bones and I take care to work with companies whose policies are above reproach. </p>
<p><b>Conselho SteamPunk: Does your work with toy prototypes and models influence your art?</b></p>
<p>Yes, it’s through my professional work that I’ve acquired the many skills needed to build my pieces. Precision is important to me, as is beautiful craftsmanship. I’ve spent 20 years training in various disciplines. All of these translate back into my own artwork, helping to improve and enrich it. I suppose it’s like anything, the better that you get at something, the easier it looks. From a structural standpoint, many people don&#8217;t realize the complexity and precision of my work. For example, just one foot on Ludwig (the monkey on the ball) is comprised of 30 separate parts, all of them tapped and threaded. There is a lot of engineering (and finesse) that goes into making them seem natural and effortless, as if they were meant to be.</p>
<p><b>Conselho SteamPunk: You have being collecting animal parts and antique mechanical parts. Is this practice in any way related to a inner desire to fix &#8220;broken life&#8221;?</b></p>
<p>That’s an interesting question. The answer is partly related to where I went to school and partly related to where I grew up. I grew up in Boston and from a very early age, was struck by the marvelous museums at Harvard University, particularly the Museum of Comparative Zoology. There were rooms upon rooms filled with Victorian era taxidermy, these in particular always fascinated me. Many years later, I went to college in Chicago. On my way to class, I would walk past a tall, mirrored glass building, with a large fountain at its base. As often happens with mirrored buildings, birds would fly into it and would fall into the fountain, with their necks broken. Every day, I would see all of these jewel-like birds floating in the water, then the maintenance crew would appear, sweep them up in nets and throw them in the trash. That made me sad. It didn’t seem right for these lovely little creatures to die so unnecessarily and then be put out as garbage. I decided then that I would revisit my childhood fascination for taxidermy. I set about teaching myself to preserve the birds, using books from the library. Instead of walking past the fountain, I would pull off my boots and wade in to collect the dead birds (often to the horror of onlookers!) Then use the birds to practice taxidermy on. In this way, I accumulated quite a collection of taxidermy, which I later began to incorporate into my artwork. I suppose that to this day, my use of bones stems from a desire to celebrate the beauty of animals, whether living or not. That feeling partly stemmed from collecting things that might otherwise be overlooked or undervalued.</p>
<p><b>Conselho SteamPunk: Are you aware of the SteamPunk genre and do you consider your work related to it? </b></p>
<p>Yes. I think that there is some very interesting work being done in that genre. Brass makes me very happy and I am quite enamored of the Victorian era, so I would say that there is definitely common ground. </p>
<p><b>Conselho SteamPunk: Have the recent popularity of SteamPunk affected the interest on your work? How do you like and how much you know of the SteamPunk culture/movement/genre?</b></p>
<p>It’s offered another means of getting my work out there, to people whose visual sensibilities are similar to my own. In that way it’s certainly helped. However, with any underground movement that achieves mainstream popularity, there is an inevitable backlash. It now seems that for as many people as love Steampunk, there are people who have turned away from it as it gains in notoriety. </p>
<p>In many ways, the DIY ethos of Steampunk has been the greatest benefit, as well as the biggest problem with the movement, particularly as it relates to artists. It’s wonderful that something has come along to inspire young artists to hone their abilities and craft. There is not nearly enough of that! However, because of that same DIY mindset, the movement has been beset with issues related to appropriation and plagiarism. Because of a familiarity with online tutorials (for example, step-by-step instructions to modify a computer keyboard to look like an antique typewriter) some have come to see anything as fair game for appropriation. I have gotten letters from people saying that they want to build their own version of my work, where can they get the parts and how should they proceed? They don’t seem to understand why that is inappropriate. It misses the point of my work entirely. Yes, anyone can get a skull and stick a piece of brass on it, but that wouldn’t capture the spirit of my work or what I strive to achieve…it just looks like what it is, a cheap copy. I do think that most people get that, but certainly not all. </p>
<p>One of the things that I love most about Steampunk is the attention to details. For every person who misguidedly thinks that a pair of goggles+some old brass collectibles=Steampunk, there are many more who strive for refinement in minutiae. For me, it is a sense of understanding the sociological, technological and cultural conditions of the Machine Age that brings a richness and depth to the movement. It was an era when objects were not disposable. People spent many years learning a specific trade and honing their skills. When they made something (whether artwork, clothing, furniture or machinery) they made certain that it was absolutely the best that it could be. They didn’t cut corners. There was a wonderful sense of respect for hard-earned accomplishment. In our times, too many young artists feel the need to seek success before they have put in the time to refine their own vision. They seek validation before they are deserving of it. I feel like that impoverishes us all. It takes time to make something special, something original…aren’t those the qualities that best define art?</p>
<p><b>Conselho SteamPunk: Would you endorse and/or join a SteamPunk League of Craftsmen (/CraftsWomen) =) ? Do you think it is important to share experiences with artists from different countries?</b></p>
<p>A sense of understanding and appreciating fine craftsmanship is something that I feel very strongly about. I’ve spent a great deal of time working in various trades to refine my skills. Actually, I think that most (if not all) artists would benefit from spending some time in the professional trades, doing some good old-fashioned manual labor. It’s a very good test of your mettle and dedication!</p>
<p>I would certainly endorse a league of Craftspeople if its standards were held to a Victorian-era level of refinement! I must warn you though, I’m a stickler for details…gold spray paint doesn’t pass for brass, no matter what. Anyone who disagrees should be bitch-slapped with a kid leather glove! <img src='http://www.steampunk.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  </p>
<p>That said, most artists benefit greatly from learning from others in their field, myself included. I always enjoy hearing from other artists and craftspeople whose interests are similar to my own.</p>
<p><b>Conselho SteamPunk: How can the public acquire your work and book?</b></p>
<p>I currently have a show of my work at Billy Shire Gallery. Available works are posted online: <a href="http://billyshirefinearts.com/08joslin/index.html">http://billyshirefinearts.com/08joslin/index.html</a></p>
<p>I am represented by Lisa Sette Gallery, additional works are on their website. <a href="http://www.lisasettegallery.com/a-joslin.htm">http://www.lisasettegallery.com/a-joslin.htm</a></p>
<p>My book, Strange Nature, can be purchased here: http://shop.psstudios.com/index.php/products/joslinbook</p>
<p>And more information on the book can be found here:<br />
<a href="http://www.lisasettegallery.com/books.htm">http://www.lisasettegallery.com/books.htm</a></p>
<p>About your influences a couple of questions should enlighten our audience on your art.<br />
If you feel it is not necessary to talk about some of these artists feel free not to answer the question.</p>
<p><b>Conselho SteamPunk: In what way would you say Albertus Seba and Walton Ford influenced your work, being him an exceptional engraver of animals?</b></p>
<p>In both artists work, I have a great respect for their graceful, fluid style and technical refinement. In terms of Albertus Seba’s work, there is also a wonderful sense of disconnect between the artistic aspects of the work and the scientific. Seba  (1665-1736) lived during an era when the wonders of far away lands were still mysterious. Many of the animals that he depicted were ones that he had never seen before. Most artist/nauralists from the time, when dealing with exotic animals, worked either from other artists’ sketches, or from preserved specimens. In many cases, the depicted animal was distorted by myths and misconceptions, or physically, from the unpredictable effects of preservation. Because of this, there was a wonderful discrepancy between the real animal and the imagined one. One ends up with animals that are known to us, but have the flavor of mythical beings because they had been (unintentionally) modified. There is a marvelous poetry to the final product, half way between a chimera and the familiar.</p>
<p>Walton Ford’s work is very much influenced by John James Audubon and his artist/naturalist/hunter/explorer contemporaries. I have long been enraptured by Ford’s lyrical images, but I am equally fascinated by the stories behind them. He touches on the many ironies inherent in the Victorian and pre-Victorian periods, when naturalists were avidly acquiring specimens for their museums and cabinets of curiosities. The cultural attitude of that era might be described as “You kill things to look at them.” Ford manages to touch on these issues with a light-handed humor that is never didactic. The fluid lines of his graceful creatures inspire me to create sculptures in stylized poses that I might not think of otherwise.</p>
<p><b>Conselho SteamPunk: Is Catherine Chalmers&#8217; work a source of research also? How? How does Frederik Ruysch&#8217;s dioramas and drawings affected your work?</b></p>
<p>I have never had the pleasure of seeing any of his works in person. I know of them mainly by the beautiful etchings done by Cornelius Huyberts. As far as mixed-media artist go, I think that he is one of the most fascinating. He inhabits the juncture of science and art that endlessly intrigues me.</p>
<p>Ruysch online: <a href="http://www.zymoglyphic.org/exhibits/ruysch.html">http://www.zymoglyphic.org/exhibits/ruysch.html</a></p>
<p><b>Conselho SteamPunk: Eugene Von Bruenchenhein, Pierre et Gilles and Matthew Barney have a sensual-grotesque almost surrealist style of work. What is the impact of this on your art?</b></p>
<p>This is a tricky question, because these three artists, ostensibly, have very little in common. I think that the thread that connects then is an appreciation for extravagant costuming, decadence in detail and a cinematic approach to portraiture. Although I wouldn’t say that they have had a direct impact on my work, the artists whose work I enjoy manifests its influence in unexpected ways. Both Pierre et Gilles and Barney use color in an extraordinary way…there is a sense of pageantry to it, pomp and circumstance. Both artists’ use of uniforms is perhaps how it best translates back to my work. Although I am working with animal forms, they do have decorative detailing like harnesses, collars, cuffs and hats. Von Bruenchenhein’s portraits of his wife are perhaps most closely related to these two artists, but the work that I was most influenced by is his bone towers. Von Bruenchenhein was an untrained, outsider artist with very little means, who lived in the rural Midwest. Over the years, he collected chicken bones left over from dinner and fashioned them into intricate towers of bone, reminiscent of the Watts Towers, and tiny bone thrones, which he painted bright colors. When I first moved to Chicago, I stumbled upon a show of his work and was astounded by the intricacy and beauty of his work. I had already begun constructing mixed media pieces, which incorporated bones, but this was one of the few artists who I happened upon working in a similar media. </p>
<p><b>Conselho SteamPunk: When you say you were influenced by P.T.Barnum&#8217;s work does that mean you think of him as an artist? People don&#8217;t tend to think of him that way. You disagree with their opinion?</b></p>
<p>Barnum probably never considered himself an artist (although he certainly never lacked in confidence). Above all, he considered himself a Showman. Personally, I do consider him an artist of sorts, although in ways that weren’t recognized as art until fairly recently. He was a master of manipulating the public and the media, a true master of the spectacle. Barnum commissioned the Fiji Mermaid, arguably one of the most famous hoaxes ever staged. When his starring animal acts died, he was known to have them quickly taxidermied, then continued to exhibit them until word got out. In addition to his traveling circus, he founded the American Museum (1841-1865) where he exhibited marvels of technology like automata, alongside classical paintings, natural history exhibits and wax figures. </p>
<p>Find out more about Barnum’s American Museum: <a href="http://www.lostmuseum.cuny.edu/home.html">http://www.lostmuseum.cuny.edu/home.html</a></p>
<p><b>Conselho SteamPunk: Is your affinity to Giuseppe Arcimboldo responsible for your way of looking beyond the original form of the animal you are sculpting around?</b></p>
<p>What I love most about his work, aside from its formal beauty, is that it functions simultaneously on several visual levels. First you see the overall image, then the many disparate elements that combine to create the illusion of a primary figure. Somehow, he manages to create a sense of homogeneity, rather than chaos.</p>
<p><b>Conselho SteamPunk: The eerie and sense of wonder of Lee Bontecou&#8217;s arts somehow seems to be present on your sculptures. What would you say is her influence on your art?</b></p>
<p>I found Bontecou’s work only recently, but I was instantly struck by our many common fascinations. She is clearly in love with the natural world, as well as being a master of mixed media. Representations of animals and animal bones appear throughout much of her later work. Her mobiles and other sculptural constructions seamlessly incorporate myriad materials, and there is a sense of keenly observed and reinterpreted natural forms.
</p></div>
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		<title>A Loja São Paulo entrevista Jake Von Slatt</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 07:30:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Accioly</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Loja São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[A Loja São Paulo do Conselho SteamPunk acertou em cheio ao contatar e conseguir uma entrevista com Jake Von Slatt, um dos mais atuantes entusiastas do gênero SteamPunk e engajado artífice de peças que seguem essa proposta estética. Sendo um dos mais procurados artistas envolvidos com o gênero, Jake Von Slatt tem seus primorosos trabalhos ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px"><img src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2008/12/a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-steampunk.jpg" alt="" title="a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-steampunk" width="490" height="250" class="edges" /></div>
<p><span class="A"><span>A</span></span> Loja São Paulo do Conselho SteamPunk acertou em cheio ao contatar e conseguir uma entrevista com Jake Von Slatt, um dos mais atuantes entusiastas do gênero SteamPunk e engajado artífice de peças que seguem essa proposta estética.</p>
<p>Sendo um dos mais procurados artistas envolvidos com o gênero, Jake Von Slatt tem seus primorosos trabalhos constantemente publicados em revistas e <em>websites</em>, mas raramente encontramos material relevante sobre como se sente acerca do que produz e qual seu real envolvimento com a cultura SteamPunk &#8211; ainda mais em português!</p>
<p>Na entrevista para a Loja São Paulo, Jake Von Slatt dá as boas vindas a todos entusiastas do gênero que se reúnem em torno da proposta, seja através de Sociedades ou Conselhos, sobretudo àqueles que produzem cultura SteamPunk.</p>
<p>Vale a pena ler a entrevista, na qual Von Slatt se diz fortemente influenciado pela cultura <em>Open Source</em>, enraizada profundamente na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ética_hacker">Ética Hacker</a>, de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pekka_Himanen">Pekka Himanen</a> &#8211; sobre a qual se fundamenta o Conselho SteamPunk &#8211; o que deve ser motivo de orgulho para todos nós.</p>
<p><a href="http://sp.steampunk.com.br/2008/12/12/entrevista-com-jake-von-slatt/" style="font-size:20px;">Leia a entrevista com Jake Von Slatt</a></p>
<div style="margin-bottom:20px"><img src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2008/12/a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-workshop-steampunk.jpg" alt="" title="a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-workshop-steampunk" width="490" height="129" class="alignnone size-full wp-image-634" /></div>
<div style="margin-bottom:20px">

<a href='http://www.steampunk.com.br/2008/12/13/a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt/teste/' title='teste'><img width="150" height="150" src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2008/12/teste-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="teste" title="teste" /></a>
<a href='http://www.steampunk.com.br/2008/12/13/a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt/a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-capa-steampunk/' title='a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-capa-steampunk'><img width="150" height="150" src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2008/12/a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-capa-steampunk-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-capa-steampunk" title="a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-capa-steampunk" /></a>
<a href='http://www.steampunk.com.br/2008/12/13/a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt/a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-mini-steampunk/' title='a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-mini-steampunk'><img width="70" height="70" src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2008/12/a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-mini-steampunk.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-mini-steampunk" title="a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-mini-steampunk" /></a>
<a href='http://www.steampunk.com.br/2008/12/13/a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt/a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-steampunk/' title='a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-steampunk'><img width="150" height="150" src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2008/12/a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-steampunk-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-steampunk" title="a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-steampunk" /></a>
<a href='http://www.steampunk.com.br/2008/12/13/a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt/a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-workshop-steampunk/' title='a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-workshop-steampunk'><img width="150" height="129" src="http://www.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2008/12/a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-workshop-steampunk-150x129.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-workshop-steampunk" title="a-loja-sao-paulo-entrevista-jake-von-slatt-workshop-steampunk" /></a>

</div>
<blockquote style="clear:both"><p>
<strong>Você quer saber mais?</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://steampunkworkshop.com/">SteamPunkWorkShop.com.br . Oficina de Jake Von Slatt</a>
</li>
<li><a href="http://www.vonslatt.com/">VonSlatt . Blog de Jake Von Slatt</a></li>
<li><a href="http://vonslatt.livejournal.com/">LiveJournal.com . LiveJournal de Von Slatt</a>
</li>
<li><a href="http://www.wired.com/culture/design/news/2007/06/vonslatt">Wired . Sobre Jake Von Slatt</a></li>
</ul>
</blockquote>
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