Gaslight Justice League

Quadrinhos inspiram séries de TV e filmes de Cinema, mas não param por aí. O escultor Sillof, por exemplo, que faz customização de “action figures“, inspirado na Graphic Novel “Gotham by Gaslight”, esculpiu uma série de reformulações de personagens conhecidos.

Sillof trocou uma série de e-mails com o SteamPunk.com.br, explicando seu processo de criação e sua técnica de escultura.

Segundo ele, que é um grande aficcionado por cinema e de lá tira muito de sua inspiração, tudo começa pela abordagem estética, passando pela sua ampla formação acadêmica em História e pelo seu amor pelo gênero SteamPunk.

O escultor identifica no SteamPunk “uma amálgama perfeita entre as máquinas futuristas e a familiaridade da antiguidade”, que o faz retornar a esta proposta repetidamente, como foi o caso ao criar sua coleção a partir de “Duna” - tanto o livro de Frank Herbert quanto o filme de David Lynch.

O trabalho de Sillof, em suas palavras, “tenta limitar a pesquisa efetiva da estética SteamPunk a um mínimo, se inspirando mais no mundo real e buscando uma componente mais original e menos comprometida com o corriqueiro do gênero.”

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Tendo percebido a abundância de material na escala das 6 polegadas, Sillof prefere trabalhar nesta esfera de dimensões, partindo de uma série de esboços, para então lixar, cortar e esculpir em cima de bonecos já existentes, usando Apoxie - um tipo de massa semelhante ao Epoxie - ou fazendo uso de Sculpey. Não raro, Sillof faz uso de moldes esculpidos por ele em cera e cria peças em resina para enxertar no modelo, bem como usa uma miríade de peças já prontas que sejam pertinentes ao projeto, como as reduzidas engrenagens de carros de controle-remoto.

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A tendência para tons de cinza, bronze e cores “plumbeas” podem ser facilmente percebidas e são conseguidas a partir da mistura do cinza com a maior parte das cores utilizadas e com o envelhecimento das cores a partir do uso de tinta preta diluída e depois delicada e parcialmente retirada, efeito presente também na coleção “Star Wars: Re-Visioned”.

Essencialmente, Sillof extrai inspiração da produção cultural chamada pop e nos entrega de volta uma releitura apaixonada que, como toda leitura SteamPunk, carrega aquela componente que só se pode denominar como “algo de familiar”.

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O Batman, de “Gotham by Gaslight”, que inspirou o “Justice League by Gaslight”, combate o crime em 1880 e foi criado por Mike Mignola e Brian Augustyn, com o traço de P. Craig Russell.

Os personagens da DC - que detém os direitos de heróis como Batman, Super-Homem e Mulher Maravilha - são constantemente reformulados para participar do projeto Elseworlds, que arrebanha uma série de histórias passadas em diferentes épocas e/ou realidades onde os roteirista tem mais liberdade para brincar com as características e atributos de cada um dos personagens.

Sillof prometeu manter o SteamPunk.com.br informado de qualquer novo lançamento e adianta que está preparando uma coleção bastante mais influenciada pela estética SteamPunk que o trabalho desenvolvido por ele com a Liga da Justiça. A coleção deve estar disponível para exibição em meados de Abril de 2008 e vamos divulgá-la aqui no site com certeza!

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A Bússola de Ouro

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O filme batizado no Brasil com o nome de “A Bússola de Ouro”[bb], e também conhecido como “A Bússola Dourada”, é a adaptação do primeiro romance da trilogia “Fronteiras do Universo” - do original “His Dark Materials” - chamado “Northern Lights” e publicado na Inglaterra em 1995 por Philip Pullman.

A obra literária foi acaloradamente elogiada pela crítica e, apesar da adaptação cinematográfica receber muitas críticas nacionais negativas, não é difícil intuir que o interessado em Ficção Científica e Fantasia tenha tudo para apreciar “A Bússola de Ouro”.

O enredo passa pelo conceito de que tudo se passa em um universo paralelo ao nosso, onde uma astuta órfã chamada Lyra Belacqua (Dakota Blue Richards) mora com o tio, Lord Asriel (Daniel Craig), um acadêmico que encontrou evidências contra a doutrina estabelecida e defendida pelo Magistério, que mantém uma ditadura ideológico-dogmática.

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Uma das características mais fascinantes do universo criado por Philip Pullman, contudo, é o fato de que todo ser humano tem uma alma e que esta perambula ao seu lado na forma de animais - na tradução chamados de dimons e no original dæmons - que representam a têmpera, personalidade e inclinações de seu dono.

Uma crença antiga, em uma substância, chamada “Poeira” - do original “Dust” - que ligaria os seres humanos a um outro mundo através de seus “dimons”. Lord Asriel e os demais acadêmicos, que estão visivelmente desconfortáveis com o poder exercido pelo Magistério, vêem na evidência a oportunidade de desestabilizar sua influência.

A mecânica da trilogia “His Dark Materials” permite a interação entre as almas de cada personagem com outras almas e com os personagens em si, sugerindo que a alma é mais que uma essência, mas uma atuante que faz as vezes de instinto, consciência e sensibilidade.

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O filme contrai uma grande quantidade de história em muito pouco tempo de exibição e, no entanto, não é difícil se sentir envolvido pela sofisticação da trama e pela magia exercida pelo presente do Reitor para a pequena Belacqua, um instrumento chamado “aletiômetro”, capaz de medir a “Verdade”.

O nome “aletiômetro” é uma referência ao conceito Grego denominado “Alètheia”, que remete a sinceridade, bem como ao que é Real ou Fato. O significado literal do conceito está ligado a “algo que não está oculto, ou o estado de ser evidente”, dando uma pista da inspiração e intenções do autor em empreender uma jornada moral menos trivial do que a que espera o público que procura mera diversão.

Contando com personagens encarnados por Christopher Lee, Nicole Kidman, Eva Green, Sam Elliott, e com artistas do calibre de Ian McKellen, Kathy Bates e Kristin Scott Thomas nas vozes de “dimons” e outros personagens, fica claro que a produção é ambiciosa e que, embora não tenha tido a audiência esperada, trata-se de um roteiro que despertou o interesse de um seleto grupo de atores e atrizes.

Com direção e roteiro de Chris Weitz - do ótimo “Em Boa Companhia” - o filme é recheado de estética SteamPunk em cada esquina da estória, seja nas carruagens, barcos, dirigíveis, no “aletiômetro” e em uma série de outros detalhes de figurino e cenografia, o que sinaliza a importância dada aos detalhes e a confiança na proposta “retrofuturista”.

O espectador mais ansioso pode vir a se incomodar com o final lacônico e tão dependente das continuações que ainda estão para ser lançadas, entretanto o filme mostra a que veio e deixa claro o potencial da história.

Caso você já tenha visto o filme, não deixe de documentar sua opinião deixando um comentário.

Você quer saber mais?

Site Oficial

O site oficial do filme, disponível em várias línguas - incluindo o Português - é farto em informações a respeito do filme, material para download, conteúdo escondido acessível a partir de um “aletiômetro” e até mesmo um sistema que permite ao visitante descobrir qual o seu “dimon”.

Trailer do Filme

Papéis de Parede