A Arte SteamPunk de Jessica Joslin

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Jessica Joslin, em suas próprias palavras, é uma artista que constrói peças que podem ser descritas como Animais Mecânicos Vitorianos SteamPunk.

Em seu discurso coeso acerca da natureza de sua obra, Jessica Joslin nos deixa passear pelo seu conceito de arte e pelo valor que dá a criatividade e a expressão.

As peças que confecciona vem sendo exibidas em galerias e despertando o interesse de público e crítica o que, para o SteamPunk, é particularmente importante.

Artistas como Jessica Joslin são a linha de frente da popularização da estética SteamPunk, que é a porta de entrada de muitas pessoas para o gênero que, cada vez mais, se define como muito mais que só um “jeito da coisa se parecer”.

Conselho SteamPunk: É nossa opinião que grande parte do seu trabalho se fundamenta na forma subversiva que você captura a vida. Você concorda ou acha que estamos totalmente enganados?

Suponho que meu trabalho possa ser considerado subversivo em certo sentido sim, mas não tento chocar ninguém. Creio que há uma marginalidade inerente no fato de que estou representando a criatura viva com material inanimado, inclusive restos de esqueletos. Usar ossos para representar vida pode sim ser considerado subversivo, mas não é esta minha intenção.

Conselho SteamPunk: É comum que algumas pessoas se sintam ofendidas por esta forma de expressão? Seu apreço pelos animais já foi questionado pelo público?

Ocasionalmente, mas não é tão comum. Talvez surpreendentemente, tenho percebido respostas genuinamente interessadas das pessoas com quem tenho contato sobre meu trabalho, incluindo aquelas envolvidas em direitos dos animais. Tenho grande afinidade com os animais e creio que isso se percebe em meu trabalho. Uma coisa é certa; Tudo que é vivo morre. Eu apenas coleto o que fica para trás…

Para obter os ossos que utilizo, trabalho com fornecedores osteológicos. Tratam-se de profissionais especialistas que fornecem para museus, escolas e instituições de pesquisa. Sou muito consciente das implicações éticas e ambientas do trabalho com ossos de animais e sou cautelosa em trabalhar com empresas cujas práticas estejam acima de qualquer reprovação.

Conselho SteamPunk: Seu trabalho com protótipos de brinquedos e modelos influenciaram sua arte?

Sim, foi através deste trabalho que adquiri muitas das habilidades necessárias para confeccionar minhas peças. Precisão é algo importante para mim, bem como a beleza das peças. Foram necessários 20 anos de treino nas mais diversas disciplinas. Todas elas se manifestam em meu trabalho, concorrendo para melhorá-lo e enriquecê-lo. Creio que é como tudo mais… quanto melhor você se torna em algo, mais fácil lhe parece. De um ponto de vista estrutural, muitos sequer se dão conta da complexidade e precisão do meu trabalho. Por exemplo um único pé de Ludwig – “The Monkey on the Ball” – é composto de 30 partes individuais, todas unidas e bem montadas. Há muita engenharia (e requinte) em cada peça que parece ter sido feita sem grande dificuldade, como se elas fossem destinadas a ter aquela forma.

Conselho SteamPunk: Você vem colecionando há muitos anos partes de animais e antigos componentes mecânicos. Esta prática tem alguma relação com um desejo implícito de consertar a vida quando esta se encontra “quebrada”?

Esta pergunta é interessante. A resposta tem relação, parcialmente, com onde eu estudei e com o lugar onde cresci. Minha infância e adolescência se deu em Boston, e desde muito cedo senti-me arrebatada pela maravilha que eram os museus da Universidade de Harvard, particularmente o Museu de Zoologia Comparada. Haviam galerias e mais galerias cheias de taxidermia da Era Vitoriana, que eram particularmente fascinantes. Anos depois fui estudar em Chicago e, a caminho dos estudos, passava por um edifício de vidro espelhado que tinha uma grande fonte diante da fachada. Os pássaros que por ali voavam continuamente batiam de encontro ao vido e caiam nas águas da fonte, com os pescoços quebrados.

Todos os dias eu via estes pássaros preciosos flutuando naquelas águas até que os zeladores apareciam, recolhiam-nos sem cerimonia em suas redes e os jogavam no lixo, o que me deixava triste. Não parecia correto que aquelas criaturas adoráveis morressem sem qualquer propósito e então fossem atiradas ao lixo. Decidi, em certo ponto, que revisitaria minha fascinação pela taxidermia. Comecei a estudar como preservar as aves, lendo livros sobre o assunto e, ao invés de somente passar pela fonte, eu retirava minhas botas e coletava as aves mortas (muitas vezes para horror daqueles que assistiam!) para então usá-las para praticar taxidermia.

Desta forma acumulei uma coleção respeitável de aves empalhadas, que acabei por incorporar mais tarde em meu trabalho. Suponho que até os dias de hoje o meu uso de ossos vem do desejo de celebrar a beleza dos animais, vivos ou não. Este sentimento vem parcialmente de colecionar coisas que, de outra forma, seriam esquecidas ou subestimadas.

Conselho SteamPunk: Você conhece o gênero SteamPunk? Considera seu trabalho uma referência do gênero?

Sim. Há alguns trabalhos muito interessantes sendo feitos dentro do gênero. Latão é um material que me agrada muito e sou apaixonada pela Era Vitoriana, portanto posso dizer que definitivamente meu trabalho bebe nesta mesma fonte.

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Conselho SteamPunk: A recente popularidade do gênero SteamPunk afetou o interesse pelo seu trabalho?

O SteamPunk ofereceu mais um meio de divulgar e apresentar o meu trabalho para pessoas cuja sensibilidade estética é similar a minha. Sob este aspecto certamente ajudou. Entretanto, como todo movimento de contra-cultura que atinge certo grau de popularidade, há um efeito colateral inevitável. Parece que, agora que o movimento ganhou notoriedade, para cada grupo de pessoas que amam o SteamPunk há aqueles que dele se afastaram pelo mesmo motivo.

De muitas formas a característica “faça-você-mesmo” do SteamPunk foi o maior benefício e o maior problema do movimento, particularmente no que se refere aos artistas. É maravilhoso que algo tenha surgido para inspirar artistas iniciantes a colocar para fora suas habilidades e seu talento. Jamais teremos artistas suficientes no mundo! No entanto, por conta da mesma mentalidade “faça-você-mesmo”, o movimento vem sendo assombrado por questões relacionadas a apropriação e plágio.

Por conta da familiaridade com tutoriais online (como instruções passo-a-passo para modificar um teclado de computador para que se pareça com uma máquina de escrever antiga), alguns acabaram por acreditar que a apropriação de qualquer idéia é eticamente aceitável.

Recebo cartas de pessoas que dizem desejar confeccionar sua própria versão do meu trabalho, perguntando onde podem conseguir os elementos para tanto e como deveriam proceder. Estas pessoas não parecem entender o quanto isto é inadequado. É uma visão totalmente equivocada do meu trabalho. Sim, qualquer um pode conseguir um crânio e atar a isso um pedaço de latão, mas isto não capturaria o espírito da minha obra ou aquilo que luto para alcançar… qualquer tentativa diletante vai se parecer com o que é… uma cópia barata. Muito compreendem isso, mas não todo mundo.

Uma das coisas que mais amo no SteamPunk é justamente a atenção aos detalhes. Para cada pessoa que, equivocada, pensa que um par de “googles” junto a acessórios de latão são sinônimo de SteamPunk, há muitos outros que se esforçam para alcançar outro patamar de refinamento e minúcia. Em minha opinião trata-se de um senso de entendimento da conjuntura sociológica, tecnológica e cultural da Era das Máquinas que garante a riqueza e profundidade ao movimento.

Tratava-se de um momento histórico no qual os objetos não eram descartáveis. As pessoas gastavam muitos anos aprendendo um ofício específico e refinando sua habilidade. Quando se construía algo (fosse uma obra de arte, vestuário, móveis ou máquinas) havia o cuidado em se tentar fazê-lo da melhor forma possível. Não havia atalhos. Havia um magnífico senso de respeito por tudo aquilo que era conseguido através de sacrifício. Em nosso tempo, muitos artistas iniciantes sentem a necessidade de buscar o sucesso antes de terem tido tempo de alcançar uma visão própria e única da arte. Eles buscam a aprovação antes mesmo de desejá-la. Eu acredito firmemente que isto nos empobrece a todos. É necessário muito tempo para se criar algo especial e original… não são estas algumas das virtudes que melhor definem a arte?

Conselho SteamPunk: Você aprovaria e participaria de uma Liga de Artífices SteamPunk? Acha importante partilhar experiências com artistas de diferentes países e segmentos?

A sensibilidade para apreciar e entender o ofício do artesão é algo pelo que tenho muito apreço. Despendi muito tempo trabalhando com diferentes técnicas para refinar minhas habilidades. De fato creio que a maior parte (senão todos) os artistas se beneficiariam da exposição a outras técnicas, fazendo o bom e velho trabalho manual. É um belo teste para o engajamento e dedicação do artista!

Certamente endosso uma Liga de Artífices, caso os padrões elevados da Era Vitoriana fossem a meta de seus participantes. É preciso ter cuidado, contudo, pois eu mesma sou bastante intransigente com detalhes. Tinta spray dourada não passa por latão, em hipótese alguma. Quem discorda deveria ser açoitado com uma luva de couro! ; )

Isto posto, muitos artistas se benefeciariam grandemente do intercâmbio com outros profissionais, inclusive eu. Eu sempre aprecio o contato com outros artistas e artesãos cujos interesses são similares aos meus.

Conselho SteamPunk: Como o grande público pode adquirir seu trabalho e seu livro?

Recentemente houve uma exposição minha no Billy Shire Gallery. Os trabalhos disponíveis em:
http://billyshirefinearts.com/08joslin/index.html

Sou agenciada pela Lisa Sette Gallery e alguns outros trabalhos estão disponíveis em seu website:
http://billyshirefinearts.com/08joslin/index.html

Meu livro, “Strange Nature”, pode ser aquirido em:
http://shop.psstudios.com/index.php/products/joslinbook

E mais informações sobre o livro podem ser encontradas aqui:
http://www.lisasettegallery.com/books.htm

Perguntas sobre Arte (continuar lendo…)

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Jessica Joslin Interview in English

Praça Carlo del Prete

Escultura do Santa Maria - avião de Carlo del Prete - Savola Marchetti SM64

Em 1928 um certo aeroplano Savola Marchetti SM64 – o Santa Maria – decolava levando a bordo os italianos Arturo Ferrarin e o Capitão Carlo del Prete, dois aviadores pioneiros que percorreram o trajeto sem escalas entre Montecélio (próximo a Roma) e Touros, no Rio Grande do Norte.

Era a época das raids como eram chamadas as perigosas viagens em que audazes pilotos percorriam grandes distâncias sem pousar em lugar algum. Inédito na época, o vôo cobriu 7.188 quilômetros em 49 horas e 19 minutos, tornando-os famosos tanto na Itália quanto no Brasil, rendendo uma posterior visita ao Rio de Janeiro no mesmo Santa Maria que os havia trazido em segurança até o país.

Escultura de Carlo del Prete

No mesmo ano, poucos meses depois, morreria contudo Carlo del Prete, testando um S62 que caiu na Baía de Guanabara.

A escultura do avião em que ambos fizeram travessia do Atlântico “sobrevoa” a Praça Carlo del Prete, em Laranjeiras, nos dias de hoje, enquanto seu piloto, no solo, fita uma placa que conta sua façanha. A réplica do avião e a estátua do aviador marcam o lugar em que Del Prete recebeu suas homenagens póstumas, onde então se localizava a embaixada italiana.

Apesar dos trajes do piloto esculpido terem uma ligeira afinidade com o gênero SteamPunk não são os andrajos que nos chamaram a atenção. Todos os elementos da obra foram esculpidos por Roberto Sa, inclusive o sustentáculo inusitado que se esconde por detrás da placa parabólica, um monumento em si mesmo e em sua ausência de funcionalidade nas partes móveis absolutamente inemovíveis que o compõe.

Escultura de Carlo del Prete

Os motivos de Roberto Sa para incluir a peça em sua composição parecem ter tido pouco ou nada a ver com o tema da obra e, sem saber, acabou ele incluindo uma peça com um estilo que, hoje, se confunde com a estética “Metropolis” e com a proposta estética SteamPunk.

Todo o bairro das Laranjeiras é cheio de construções Vitorianas, uma mais bela que a outra, quase todas muito mal tratadas e postas a venda. As que tiveram a sorte de se tornar sede de alguma empresa ou empreendimento governamental acabam sendo preservadas e embelezando o bairro. Seria um belo registro de referência de um estilo arquitetônico tão afim da cultura SteamPunk… mas encontrar elementos SteamPunk inadvertidamente produzidos pode ser uma tarefa bem interessante também.

A Taxidermia SteamPunk de Lisa Black

Neozelandesa, Lisa Black é escultora e revisita a taxidermia através de um trabalho elaborado de customização, unindo mecânico e orgânico em peças que chocam pelo ar sacrílego.

Não vão faltar críticas e interpretações, adjetivos e expressões de desgosto, mas Lisa Black garante que sua intenção é simplesmente alcançar uma proposta estética dissonante e original.

Sua coleção de animais empalhados modificados é denominada “Fixed” (“consertados”, em português) e cada peça demora meses para ficar pronta, exigindo buscas em Garage Sales por criaturas que, normalmente, já estão um tanto avariadas pelo tempo. Não é menos demorada sua busca por toda sorte de engrenagens e equipamentos antigos para emprestar ao trabalho toda essa aparência SteamPunk.

O trabalho de Lisa Black foi alvo de ativistas, como se pode supor, mas ela é bastante eloqüente ao defender suas intenções artísticas, declarando sua postura pluralista quanto as questões trans-humanistas e seu interesse na estética SteamPunk.

Tendo tido seu trabalho popularizado pela rede social Behance, de profissionais de criação, Lisa Black faz questão de alardear a importância de iniciativas como esta para divulgar a diversidade artística e educar um público pouco tolerante quanto a natureza de obras incomuns.

A arte tem um papel profundamente importante em nossa cultura e reduzí-la a algo que se deve gostar é esperar que ela seja muito menos do que ela pode ser. Uma proposta artística confortável não é tão provocativa quanto uma que nos provoque uma reação incomum, como melancolia ou até raiva.

Em um momento em que o Entretenimento é, para muitos, mais importante que a Arte, artistas como Lisa Black são especialmente importantes, não permitindo ao espectador permanecer com os sentidos embotados e provocando-os a ter alguma reação para, quem sabe assim, entenderem que se divertir não é a única coisa que ela pode fazer e que a reflexão e o significado estão em todo lugar.

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“Steel House”, por Robert Bruno

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A construção teve início, em Lubbock, Texas, em 1974 e Robert Bruno continua trabalhando para que sua “Casa de Aço” se converta na sua visão retrofuturista e em constante mutação do mundo que o cerca.

Foram 28 anos trabalhando em uma casa com uma bela vista para o lago e cujos paradigmas de construção tem menos relação com construção que com escultura. A obra não segue os cânones atuais usada por arquitetos e engenheiros, abrindo mão do esqueleto interno que costuma manter a estrutura em pé, no lugar disso se mantendo íntegra graças a sua estrutura externa, como um inseto.

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Robert Bruno diz que a casa está em algum lugar entre uma criatura orgânica e uma máquina, o que a qualifica como obra SteamPunk com louvor.

Toda a construção é feita através do corte e soldagem no local, sem planejamento arquitetônico mas com profundo senso artístico.

Os objetivos de Robert Bruno, segundo ele, são menos o de ter uma residência como esta e mais o prazer de criação de algo incomum e cujo esmero na construção reflete seu amor pela arte e pelas formas.

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Site de Robert Bruno

Robert Bruno fala sobre sua Steel House

Gaslight Justice League

Quadrinhos inspiram séries de TV e filmes de Cinema, mas não param por aí. O escultor Sillof, por exemplo, que faz customização de “action figures“, inspirado na Graphic Novel “Gotham by Gaslight”, esculpiu uma série de reformulações de personagens conhecidos.

Sillof trocou uma série de e-mails com o SteamPunk.com.br, explicando seu processo de criação e sua técnica de escultura.

Segundo ele, que é um grande aficcionado por cinema e de lá tira muito de sua inspiração, tudo começa pela abordagem estética, passando pela sua ampla formação acadêmica em História e pelo seu amor pelo gênero SteamPunk.

O escultor identifica no SteamPunk “uma amálgama perfeita entre as máquinas futuristas e a familiaridade da antiguidade”, que o faz retornar a esta proposta repetidamente, como foi o caso ao criar sua coleção a partir de “Duna” – tanto o livro de Frank Herbert quanto o filme de David Lynch.

O trabalho de Sillof, em suas palavras, “tenta limitar a pesquisa efetiva da estética SteamPunk a um mínimo, se inspirando mais no mundo real e buscando uma componente mais original e menos comprometida com o corriqueiro do gênero.”

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Tendo percebido a abundância de material na escala das 6 polegadas, Sillof prefere trabalhar nesta esfera de dimensões, partindo de uma série de esboços, para então lixar, cortar e esculpir em cima de bonecos já existentes, usando Apoxie – um tipo de massa semelhante ao Epoxie – ou fazendo uso de Sculpey. Não raro, Sillof faz uso de moldes esculpidos por ele em cera e cria peças em resina para enxertar no modelo, bem como usa uma miríade de peças já prontas que sejam pertinentes ao projeto, como as reduzidas engrenagens de carros de controle-remoto.

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A tendência para tons de cinza, bronze e cores “plumbeas” podem ser facilmente percebidas e são conseguidas a partir da mistura do cinza com a maior parte das cores utilizadas e com o envelhecimento das cores a partir do uso de tinta preta diluída e depois delicada e parcialmente retirada, efeito presente também na coleção “Star Wars: Re-Visioned”.

Essencialmente, Sillof extrai inspiração da produção cultural chamada pop e nos entrega de volta uma releitura apaixonada que, como toda leitura SteamPunk, carrega aquela componente que só se pode denominar como “algo de familiar”.

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O Batman, de “Gotham by Gaslight”, que inspirou o “Justice League by Gaslight”, combate o crime em 1880 e foi criado por Mike Mignola e Brian Augustyn, com o traço de P. Craig Russell.

Os personagens da DC – que detém os direitos de heróis como Batman, Super-Homem e Mulher Maravilha – são constantemente reformulados para participar do projeto Elseworlds, que arrebanha uma série de histórias passadas em diferentes épocas e/ou realidades onde os roteirista tem mais liberdade para brincar com as características e atributos de cada um dos personagens.

Sillof prometeu manter o SteamPunk.com.br informado de qualquer novo lançamento e adianta que está preparando uma coleção bastante mais influenciada pela estética SteamPunk que o trabalho desenvolvido por ele com a Liga da Justiça. A coleção deve estar disponível para exibição em meados de Abril de 2008 e vamos divulgá-la aqui no site com certeza!

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