A Comunidade SteamPunk, de Fábio Ori
Matéria publicada no site OutraCoisa.com.br5 de Dezembro de 2006 marca um evento muito importante para o SteamPunk no Brasil, quando o franco crescimento da rede social Orkut estava já influenciando milhares de pessoas e disponibilizando um meio democrático de difusão de informações.
Foi neste cenário que Fábio Ori da Veiga, então com 20 anos, resolveu criar a primeira comunidade Brasileira de SteamPunk no Orkut, iniciativa pioneira que viria a se transformar no centro inequívoco de encontro dos entusiastas de do gênero.
Contando com quase 300 membros, a comunidade serve de fonte de informações e ponto de encontro para gente que ainda não sabe bem onde encontrar material em português e que deseja se aprofundar mais no material internacional.
Estabelecida um ano antes da confecção do SteamPunk.com.br, a comunidade influenciou o crescimento do Conselho SteamPunk desde o início e serviu de pedra fundamental para o crescimento do movimento.
Leia a Entrevista de Fábio Ori
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Coleção de Jóias SteamPunk de Naná Hayne

Apaixonada pela proposta estética SteamPunk, Naná Hayne vem, desde que descobriu o gênero, trabalhando na obtenção de material para confecção de peças coerentes com proposta e com tudo que o gênero representa.
Seu trabalho já reconhecido com as TecnoJóias lhe rendeu espaço na mídia e despertou o interesse de muita gente, uma vez que trabalhara, por muito tempo, essencialmente com o chamado “lixo digital”, refugo tecnológico para o qual dava finalidade estética na forma de adornos belíssimos.
O trabalho de Naná Hayne é mais do que uma forma consciente de produção de acessórios, contudo. Sua obra se estende passa pela escultura e pintura, revisitando obras importantes de artistas consagrados e mesmo construindo uma obra de significado.

Com o amadurecimento de suas técnicas para a confecção de sua Coleção de Jóias SteamPunk, Naná Hayne não só começa a influenciar toda sua obra a partir de sua produção, mas também começa a distribuir cultura SteamPunk em um meio que sequer conhece o conceito, criando cultura e influenciando gostos.
A importância do Artífice SteamPunk para o “movimento” está justamente no potencial que ele tem de propalar o gênero de forma orgânica, transformando os interessados em sua obra em peopledoors, cartazes ambulantes que veiculam cultura SteamPunk por onde quer que passem.
Admiradora da obra de Jake Von Slatt e de sua forma de encarar o artista e sua obra, Naná Hayne começa a despontar como uma das mais engajadas artífices brasileiras especificamente orientadas para a pesquisa e produção de cultura SteamPunk.

Novos Itens
Itens já Exibidos
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- Vem do Lixo . Arte e Atesanato do Mundo Digital
- Contato para Aquisições: (11) 8719-1303
- eMail para Contato: nana_hayne@steampunk.com.br
A Arma de Raios Mortais, por Ricardo Goulart
A montagem abaixo foi feita por Ricardo Goulart, Ilustrador, morador do Rio de Janeiro, que graciosamente enviou-a para o Conselho SteamPunk como contribuição.
Dom Pedro II
Dom Pedro II era um homem ilustrado e um apaixonado pelas inovações dos homens da ciência, invenções, escritores de ficção científica e instituições correlatas.
A ilustração de Ricardo Goulart faz mais sentido do que pode parecer, uma vez que, a 1858, Dom Pedro II mantinha correspondência com personalidades importantes como Nietzsche, Emerson, Lewis Carrol e Julio Verne, sendo amigo pessoal de Victor Hugo e do grande astrônomo Camille Flamarion.
Dom Pedro II foi o responsável pelas melhorias e reorganização do Observatório Nacional, que acabou sendo considerado importante centro de pesquisas, o que deixou evidente o interesse do imperador pela astronomia.
Se não encontrou Tesla, Dom Pedro II bem que gostaria de tê-lo encontrado, uma vez que foi o primeiro Brasileiro a fazer uso de um telefone, em 1876, quando da exposição do aparelho, na Filadélfia, por Alexander Graham Bell.
Pedro II foi, inclusive, financiador do engenho, divulgando o invento, sabidamente tendo citado Shakespeare através do dispositivo dizendo “Ser ou não ser”, para depois exclamar, “Esta coisa fala!”
Nikola Tesla e A Arma de Raios Mortais
Já o envolvimento de Nikola Tesla (biografia) com a Arma de Raios Mortais remonta a 1893, depois de suas pesquisas acerca do Gerador Eletrostático de Van de Graaff, que usava uma cinta geradora de alta voltagem, Tesla começou a fazer uso do mesmo conceito para gerar cargas colossais, substituindo a cinta por uma corrente de ar ionizada para repelir micro-bilhas de tungstênio.
A evolução do conceito acabou se transformando no projeto de um Gerador Eletrostático gigantesco que se utilizava de suas turbinas para acelerar reduzidas partículas de mercúrio até que estas se transformassem em uma torrente de projéteis carregados eletricamente com milhões de volts.
Tesla tentou comercializar sua invenção, primeiramente oferecendo-a aos ingleses por cerca de três milhões de dólares e, posteriormente, oferecendo-a a Liga das Nações sem sucesso, conseguindo vender a arma para a União Soviética, finalmente, por vinte e cinco mil dólares - mas jamais entregando-a.
Em suas palavras, “A arma envia feixes concentrados de partículas através do Éter, carregadas com tamanha energia que é capaz de aniquilar uma frota de dez mil aeroplanos inimigos a uma distância de 250 milhas das fronteiras nacionais, e sendo capaz de causar a obliteração de um exército de milhões em meio a um ataque”.
Antes de se tratar de uma arma de ataque, contudo, a idéia do inventor era, segundo ele, que “Esta invenção inviabilizasse as guerras. O Raio da Morte cercaria cada país com uma barreira invisível completamente impenetrável. Isto tornaria, portanto, impossível o ataque de uma nação por aeroplanos ou invasões de grande escala com exércitos.”
Há controvérsias quanto a Tesla ter ou não construído a arma, mesmo tendo trabalhado no conceito por mais de 30 anos, mas em evento em sua honra, aos 81 anos, Nikola Tesla falou sobre o assunto, afirmando que “Não se trata de um experimento… Eu a construí, demonstrei e usei! Preciso de pouco tempo para entregá-la ao mundo.”
“Death Ray” For Planes
The New York Times - 22 de Setembro de 1940
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Monowheel SnO - Modelagem 3D

Embora no Brasil estejamos familiarizados com o termo monociclo, este não é o melhor termo para descrever o que, na língua inglesa, americanos e bretões chamam de Monowheel.
Veículos de roda-única nunca vingaram, mas resistem até os dias de hoje, nas mentes de inventores renitentes que não conseguem deixar de lado essa idéia aparentemente inadequada mas que é recheada de vantagens e boas intenções.
Hoje há até mesmo alguns modelos comerciais que, apesar de um tanto perigosos ainda, são bastante procurados.
Elaborando o Projeto RetroFuturista - ainda em construção - com Lucas Sigaud e Eduardo Santos resolvi lidar com a modelagem tridimensional de um veículo que funcionasse dentro do mesmo paradigma e acabei me envolvendo com uma pesquisa que já fizera há alguns anos para o Sarcasmos Múltiplos.
O motivo de eu resolver modelar vai continuar surpresa por enquanto, mas o resultado preliminar pode ser visto nas imagens abaixo.
O modelo foi baseado principalmente em um MonoWheel a pedal divulgado pelo SteamPunk Lab e alterado tentando manter semelhança estética e trabalhando sob a idéia de que no Universo RetroFuturista a eficiência de motores a vapor é dezenas de vezes superior a que entendemos como possível.

SnO MonoWheel
Maiores explicações quanto a alcunha “SnO” em breve
O MonoWheel Original
Retirado conforme publicado no SteamPunk Lab
Supõe-se que o primeiro MonoWheel foi construído por Rousseau, de Marseilles, em 1869, seguido no mesmo ano pela W. Jackson & Co, de Paris, que elaborou um veículo bastante semelhante mas bastante mais sofisticado. Richard C Hemmings, de New Haven, criou um MonoWheel também em 1869, bastante semelhante com o do modelo que desenvolvi, mas com propulsão fornecida pelos braços do usuário.
Em 1869 uma explosão de patentes de MonoWheels, por algum motivo, inundou os escritórios especializados e, graças a ineficiências técnicas, nenhum projeto se popularizou até os dias de hoje, sendo este tipo de veículo mais uma quimera invocada em ficção SteamPunk e, mesmo quando construído, ser uma curiosidade do que uma realidade prática.
Star Trek Vitoriana, por Rabittooth

Algum barulho tem sido feito a respeito de seis papéis-de-parede despretensiosos que estão passeando pela internet, mostrando James Tiberius Kirk, Spock, McCoy, Uhura, Chekov e Sulu em trajes clássicos.
O resultado ficou ótimo e, muitas vezes, nos preocupamos mais com os ovos de ouro ao invés de prestarmos atenção na galinha que os criou.
O Novaiorquinho de ascendência escocesa e fruto de um lar ítalo-irlandês, cresceu em Richmondtown, Staten Island e trabalha no South Beach Psychiatric Center cuidando de pacientes com distúrbios psiquiátricos.

Conhecido pela Web apenas como Rabittooth, o autor dos papéis-de-parede explica que o nome vem de um de seus personagens que criou no passado, sendo ele um apaixonado pelo hábito de escrever, um leitor compulsivo e estando envolvido com ilustração, escultura e produção de vídeo.
Fã ardoroso de Star Wars, Rabittooth - como gosta de ser chamado - vem fazendo inúmeras montagens, colagens e papéis-de-parede para os quais não faltam adoradores.
Baixe os papéis-de-parede, mas não espere que o autor pare de trabalhar! Vale a pena ir ao site de vez em quanto para ficar no aguardo pelos protótipos da Arma de Raios do Doutor Phineas Rabittooth.


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A Loja São Paulo entrevista Jake Von Slatt

A Loja São Paulo do Conselho SteamPunk acertou em cheio ao contatar e conseguir uma entrevista com Jake Von Slatt, um dos mais atuantes entusiastas do gênero SteamPunk e engajado artífice de peças que seguem essa proposta estética.
Sendo um dos mais procurados artistas envolvidos com o gênero, Jake Von Slatt tem seus primorosos trabalhos constantemente publicados em revistas e websites, mas raramente encontramos material relevante sobre como se sente acerca do que produz e qual seu real envolvimento com a cultura SteamPunk - ainda mais em português!
Na entrevista para a Loja São Paulo, Jake Von Slatt dá as boas vindas a todos entusiastas do gênero que se reúnem em torno da proposta, seja através de Sociedades ou Conselhos, sobretudo àqueles que produzem cultura SteamPunk.
Vale a pena ler a entrevista, na qual Von Slatt se diz fortemente influenciado pela cultura Open Source, enraizada profundamente na Ética Hacker, de Pekka Himanen - sobre a qual se fundamenta o Conselho SteamPunk - o que deve ser motivo de orgulho para todos nós.
Leia a entrevista com Jake Von Slatt

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CGI Society SteamPunk Mini-Challenge
Dando continuidade a vigília do CGI Society, o Conselho SteamPunk resolveu publicar os trabalhos de ganhadores e participantes do Mini-Challenge publicados por Roberto Ortiz.
Na categoria de “Melhor Busto” ganhou Simon Joyce, feito em 3DMax com pós-produção em Photoshop para a Hardcore Modelling Comp, a partir do conceito elaborado pelo ilustrador Caveat Scoti.

Para a categoria “Melhor Veículo”, o artista Nico Strobe preparou um modelo a partir de um conceito próprio de veículo de combate sustentado por um dirigível embutido, feito para o $Hardcore Modeling Challenge.

Como “Melhor Diorama” ganhou Jeff Miller, com trabalho baseado em conceito elaborado pelo ótimo Björn Hurri - já mencionado pelo Conselho SteamPunk anteriormente - mas sobre o qual Miller resolveu usar de certa liberdade criativa, dando um dispositivo de cabeça que invocasse a imagem da Princesa Leia do cinema.

O grande ganhador, contudo, de “Melhor Modelo Tridimensional”, ficou com Albert Feliu, que, também foi baseado em conceito do ilustrador Björn Hurri.

Concursos como estes são de extrema importância para a popularização do gênero e para a divulgação de talentos artísticos do naipe dos que foram apresentados aqui.
No SteamCamp que está sendo planejado pelo Conselho SteamPunk um concurso em nível nacional será anunciado para dar espaço para artistas brasileiros em dezenas de categorias criativas.
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Acessórios SteamPunk de Naná Hayne

Há algum tempo a Loja Rio de Janeiro divulgou o trabalho de Naná Hayne e sua intenção de criar uma linha de adornos SteamPunk, manifestando a dificuldade em se produzir peças do gênero devido a indisponibilidade de material.
Naná entrou em contato com o Conselho para comunicar a criação de quatro peças dentro do estilo, que fazem referência ao gênero sem tentar elaborar um devir de funcionalidade.
“O material é muito escasso e por isso não tinha sido possível criar nada até então”, se lamenta denunciando a real dificuldade em conseguir insumos para a produção.
Relógios são, sabidamente, bastante procurados para a confecção de peças do tipo, contudo, segundo Naná Hayne, nos relógios mais novos até as engrenagens são de plástico, o que exige o uso de tintas que dêem uma aparência mais autêntica.
Quando tivemos nosso primeiro contato em Maio de 2008, através do OutraCoisa.com.br, seu trabalho - no estilo BitPunk - nos remeteu imediatamente ao gênero SteamPunk, o que nos fez apresentar esse universo estético para ela na forma de um enorme acervo.
Sensível, a artífice imergiu em todo material inicial que enviamos e começou a dar seus primeiros passos no mundo do vapor, pesquisando, conhecendo pessoas do meio e tentando, a todo custo, armazenar material suficiente para dar vazão a sua criatividade.

As novas peças foram feitas a partir de um relógio italiano antigo, adquirido em viagem - “As engrenagens são dele… só uma delas pintei com tinta automotiva na cor bronze” - um custo bastante proibitivo para a aquisição de material que Naná tem contornado através de criatividade e bons contatos.
“Conheci uma pessoa que conserta brinquedos que me enviou várias engrenagens em plástico”, comentou Naná agradecida, mas sabendo que o plástico está longe de suprir as necessidades de peças mais elaboradas.
A artífice não vê como resolver o problema de escassez de materiais mas está ávida por produzir novas peças e, por isso mesmo, resolveu entrar em contato com relojoeiros especializados em relógios antigos e com oficinas de costura, dentre outros profissionais que ainda lidam com uma realidade tecnológica mais anacrônica.
O Conselho SteamPunk então apela aos leitores - interessados em ver coisas antigas transformadas em arte - no sentido de enviarem qualquer artefato mecânico antigo, como relógios, bússolas e caixas de música (quebrados ou não mais utilizados) para o endereço abaixo publicado:
Naná Hayne
Rua Felipe Salomão Chama 81 - Mairiporã - SP CEP 07600-000
“A caixa do relógio, é quase sempre em metal e pode se transformar em um ótimo suporte para broche ou colar…”, coloca ela, se referindo ao fato de que, por vezes, o que parece não ter muita serventia, em suas mãos, vira arte.
Segundo Naná, o que torna as peças interessante é sua diversidade estética e a variedade de elementos que tornem o refugo tecnológico em algo plasticamente belo.
Tratores a Vapor

Poucos aparatos se beneficiaram mais do motor a vapor que os primeiros tratores que o usavam como força motriz.
O nome “trator” perdeu um pouco do significado a medida que foi sendo utilizado e dificilmente se entende o nome como uma referência a um verbo ou ao conceito de tração. Tratores são, em essência, veículos auto-motores utilitários, usados para puxar coisas ou, mais tecnicamente, usados para fazer tração.
Os tratores substituíram o uso de cavalos, revolucionando a forma com que o homem se relacionava com o trabalho e aumentando o poder do ser humano sobre o seu meio entre 1800 e 1900.
A “fauna” de tratores nos Séculos XVIII e XIX, no novo mundo, era essencialmente formada por locomotivas a vapor que não precisavam de trilhos e tinham tamanho reduzido, fato que, na Inglaterra, teve outro desdobramento, dando lugar a micro-tratores, veículos não muito maiores que carrinhos-de-mão dotados de pequenos mas relativamente poderosos motores a vapor.

Nos EUA o uso dado aos tratores a vapor era fundamentalmente agrícola e, assim como na Inglaterra, os tratores eram mais que veículos de tração, mas motores portáteis e auto-propelidos que expunham seu poder através de uma roda de tração adicional. Nesta roda os usuários prendiam uma grande correia que tinha como objetivo transferir a energia cinética para outras máquinas, como serras rotativas, moendas e toda sorte de mecanismos que, igualmente, mantinham rodas laterais para receber a força através das correias.
Os tratores, inicialmente, trabalhavam com três paradigmas: correntes, eixo e pistão aberto, este último tendo lentamente se tornando o padrão mais popular graças a robustez e força.
A evolução do maquinário e da engenharia destes veículos acabou incluindo itens como transmissão de potência (marcha), diferenciais e pistões compostos, tornando os tratores cada vez mais sofisticados até os anos 20, quando os mais baratos, leves e práticos motores a combustão passaram a se tornar mais populares.
Hoje, entusiastas deste tipo de engenho se reúnem freqüentemente para exibir suas máquinas, competir em torneios e corridas entre tratores a vapor de todos os tipos, movidos muito mais pela diversão e pela curiosidade de avaliar o trabalho de restauração feita por outros “colecionadores”.

