Coleção de Jóias SteamPunk de Naná Hayne

Apaixonada pela proposta estética SteamPunk, Naná Hayne vem, desde que descobriu o gênero, trabalhando na obtenção de material para confecção de peças coerentes com proposta e com tudo que o gênero representa.
Seu trabalho já reconhecido com as TecnoJóias lhe rendeu espaço na mídia e despertou o interesse de muita gente, uma vez que trabalhara, por muito tempo, essencialmente com o chamado “lixo digital”, refugo tecnológico para o qual dava finalidade estética na forma de adornos belíssimos.
O trabalho de Naná Hayne é mais do que uma forma consciente de produção de acessórios, contudo. Sua obra se estende passa pela escultura e pintura, revisitando obras importantes de artistas consagrados e mesmo construindo uma obra de significado.

Com o amadurecimento de suas técnicas para a confecção de sua Coleção de Jóias SteamPunk, Naná Hayne não só começa a influenciar toda sua obra a partir de sua produção, mas também começa a distribuir cultura SteamPunk em um meio que sequer conhece o conceito, criando cultura e influenciando gostos.
A importância do Artífice SteamPunk para o “movimento” está justamente no potencial que ele tem de propalar o gênero de forma orgânica, transformando os interessados em sua obra em peopledoors, cartazes ambulantes que veiculam cultura SteamPunk por onde quer que passem.
Admiradora da obra de Jake Von Slatt e de sua forma de encarar o artista e sua obra, Naná Hayne começa a despontar como uma das mais engajadas artífices brasileiras especificamente orientadas para a pesquisa e produção de cultura SteamPunk.

Novos Itens
Itens já Exibidos
Você quer saber mais?
- Vem do Lixo . Arte e Atesanato do Mundo Digital
- Contato para Aquisições: (11) 8719-1303
- eMail para Contato: nana_hayne@steampunk.com.br
Acessórios SteamPunk de Naná Hayne

Há algum tempo a Loja Rio de Janeiro divulgou o trabalho de Naná Hayne e sua intenção de criar uma linha de adornos SteamPunk, manifestando a dificuldade em se produzir peças do gênero devido a indisponibilidade de material.
Naná entrou em contato com o Conselho para comunicar a criação de quatro peças dentro do estilo, que fazem referência ao gênero sem tentar elaborar um devir de funcionalidade.
“O material é muito escasso e por isso não tinha sido possível criar nada até então”, se lamenta denunciando a real dificuldade em conseguir insumos para a produção.
Relógios são, sabidamente, bastante procurados para a confecção de peças do tipo, contudo, segundo Naná Hayne, nos relógios mais novos até as engrenagens são de plástico, o que exige o uso de tintas que dêem uma aparência mais autêntica.
Quando tivemos nosso primeiro contato em Maio de 2008, através do OutraCoisa.com.br, seu trabalho - no estilo BitPunk - nos remeteu imediatamente ao gênero SteamPunk, o que nos fez apresentar esse universo estético para ela na forma de um enorme acervo.
Sensível, a artífice imergiu em todo material inicial que enviamos e começou a dar seus primeiros passos no mundo do vapor, pesquisando, conhecendo pessoas do meio e tentando, a todo custo, armazenar material suficiente para dar vazão a sua criatividade.

As novas peças foram feitas a partir de um relógio italiano antigo, adquirido em viagem - “As engrenagens são dele… só uma delas pintei com tinta automotiva na cor bronze” - um custo bastante proibitivo para a aquisição de material que Naná tem contornado através de criatividade e bons contatos.
“Conheci uma pessoa que conserta brinquedos que me enviou várias engrenagens em plástico”, comentou Naná agradecida, mas sabendo que o plástico está longe de suprir as necessidades de peças mais elaboradas.
A artífice não vê como resolver o problema de escassez de materiais mas está ávida por produzir novas peças e, por isso mesmo, resolveu entrar em contato com relojoeiros especializados em relógios antigos e com oficinas de costura, dentre outros profissionais que ainda lidam com uma realidade tecnológica mais anacrônica.
O Conselho SteamPunk então apela aos leitores - interessados em ver coisas antigas transformadas em arte - no sentido de enviarem qualquer artefato mecânico antigo, como relógios, bússolas e caixas de música (quebrados ou não mais utilizados) para o endereço abaixo publicado:
Naná Hayne
Rua Felipe Salomão Chama 81 - Mairiporã - SP CEP 07600-000
“A caixa do relógio, é quase sempre em metal e pode se transformar em um ótimo suporte para broche ou colar…”, coloca ela, se referindo ao fato de que, por vezes, o que parece não ter muita serventia, em suas mãos, vira arte.
Segundo Naná, o que torna as peças interessante é sua diversidade estética e a variedade de elementos que tornem o refugo tecnológico em algo plasticamente belo.
Celular SteamPunk . Motorola Aura

O novo Motorola Aura é menos um telefone celular e mais uma jóia. Trata-se de um aparelho único por muitos motivos mas o que salta aos olhos de quem o pega nas mãos é justamente sua tela circular.
Não se trata simplesmente de uma moldura circular entorno de uma tela retangular, mas de uma tela verdadeiramente circular, de 1,6 polegada, colorida, em LCD, com 16 milhões de cores e 300 dpi, sobre a qual o corpo do aparelho gira para liberar o teclado para uso.
Seria fácil atribuir o visual SteamPunk a uma coincidência, contudo, as engrenagens na parte de trás do aparelho acabam não deixando muita dúvida, sobretudo quando identificamos uma série de motivos vitorianos na seleção de “papéis-de-parede” que vem junto com o aparelho.
Em recente publicação a Mobile-Review disponibilizou uma série de fotos de teste do produto, que já pode ser considerado o sonho de consumo de muito entusiasta de SteamPunk.
O custo do aparelho, contudo, vai estar por volta de US$ 2000,00 - quando for lançado, em Dezembro de 2008 - uma quantia nem tão exorbitante quando descobrimos que a tela do aparelho é protegida por uma lente de safira de 62 quilates e suas 700 partes em alumínio.

Trata-se de um GSM/Edge quadband com câmera de 2 megapixels, com captura e reprodução de vídeo, 2 GB de memória e navegador Internet, MP3 player, Bluetooth 2.0.
O aparelho, resumindo, parece-se mais com um engenho fruto de um concept artist de “A Bússola Dourada” do que algo que realmente existe, mas para o amante da estética rebuscada da Era Vitoriana, trata-se de uma peça profundamente mais desejável que, digamos, um iPhone.
É importante dizer que as engrenagens, que já seriam ótimas se fossem só decorativas, fazem parte do mecanismo de 130 dentes de tugstênio responsáveis pela suave abertura do engenho, que tem suas partes esculpidas primorosamente e o mesmo acabamento usado em relógios de qualidade.
Você quer saber mais?
As TecnoJóias e o SteamPunk

Naná Hayne, entrevistada pelo OutraCoisa, começou a namorar a idéia de, além de confeccionar suas fabulosas TecnoJóias, começar a desenvolver uma linha de obras com temas SteamPunk. Nada mais adequado do que alguém envolvido com BitPunk acabar se metendo também com SteamPunk!
A artesã decidiu, nos primeiros segundos de contato, que estava apaixonada pela proposta estética SteamPunk e, depois de muita pesquisa e com alguma ajuda nossa, desenvolveu a peça acima, que busca um encontro entre a tecnologia contemporânea e as engrenagens da Era Vitoriana.
Você pode ver outras peças criadas por Naná Hayne em seu álbum no Flickr, que ostenta não somente as jóias que confecciona, mas também suas belíssimas telas.






