Celular SteamPunk . Motorola Aura

O novo Motorola Aura é menos um telefone celular e mais uma jóia. Trata-se de um aparelho único por muitos motivos mas o que salta aos olhos de quem o pega nas mãos é justamente sua tela circular.
Não se trata simplesmente de uma moldura circular entorno de uma tela retangular, mas de uma tela verdadeiramente circular, de 1,6 polegada, colorida, em LCD, com 16 milhões de cores e 300 dpi, sobre a qual o corpo do aparelho gira para liberar o teclado para uso.
Seria fácil atribuir o visual SteamPunk a uma coincidência, contudo, as engrenagens na parte de trás do aparelho acabam não deixando muita dúvida, sobretudo quando identificamos uma série de motivos vitorianos na seleção de “papéis-de-parede” que vem junto com o aparelho.
Em recente publicação a Mobile-Review disponibilizou uma série de fotos de teste do produto, que já pode ser considerado o sonho de consumo de muito entusiasta de SteamPunk.
O custo do aparelho, contudo, vai estar por volta de US$ 2000,00 - quando for lançado, em Dezembro de 2008 - uma quantia nem tão exorbitante quando descobrimos que a tela do aparelho é protegida por uma lente de safira de 62 quilates e suas 700 partes em alumínio.

Trata-se de um GSM/Edge quadband com câmera de 2 megapixels, com captura e reprodução de vídeo, 2 GB de memória e navegador Internet, MP3 player, Bluetooth 2.0.
O aparelho, resumindo, parece-se mais com um engenho fruto de um concept artist de “A Bússola Dourada” do que algo que realmente existe, mas para o amante da estética rebuscada da Era Vitoriana, trata-se de uma peça profundamente mais desejável que, digamos, um iPhone.
É importante dizer que as engrenagens, que já seriam ótimas se fossem só decorativas, fazem parte do mecanismo de 130 dentes de tugstênio responsáveis pela suave abertura do engenho, que tem suas partes esculpidas primorosamente e o mesmo acabamento usado em relógios de qualidade.
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SteamPunk, por Elis Martini

A colunista do Terra, Elis Martini, de Porto Alegre, entrou em contato com a comunidade SteamPunk nas suas mais diversas manifestações e conseguiu entrevistas muito importantes para o movimento SteamPunk no Brasil.
Conforme pesquisa informal, publicada no OutraCoisa.com.br, cerca de 60% do espaço amostral internacional pesquisado, desconhecia o termo SteamPunk que, segundo a Wikipedia.org é “um subgênero da ficção científica, ou ficção especulativa, que ganhou fama no final dos anos 1980 e início dos anos 1990″. Todo subgênero é um gênero em si mesmo, claro, como é o caso do Science Fantasy, Hard Science Fiction ou o CyberPunk, e não seria diferente com o SteamPunk.
As definições divergem entre os entusiastas do gênero, dadas tanto sua experiência quanto sua perspectiva do assunto, o que é mais que normal em uma proposta tão nova.
O importante, entretanto, é que a mídia tenha a sensibilidade de perceber a existência destes movimentos e que os torne mais populares, promovendo a criação de novos grupos, organizados ou não, de interessados nestas manifestações culturais.
É gratificante, para qualquer entusiasta do gênero, perceber que há outras pessoas por aí com idéias tão próximas - ou mesmo tão distantes - mas que conservam um ponto em comum: o gosto pelo SteamPunk!
O artigo de Elis Martini tem a sensibilidade de dar espaço para alguns dos porta-vozes do assunto no país, como é o caso do fundador da primeira comunidade brasileira de SteamPunk no Orkut, Fábio Ori da Veiga; do fundador da Sociedade Brasileira SteamPunk, Emerson Bohrer; e do fundador do Conselho SteamPunk § Loja São Paulo, Raul Cândido Ruiz.
Fiquei honrado em ser elencado dentre os entrevistados, representando o SteamPunk.com.br e o Conselho SteamPunk § Loja Rio de Janeiro.
Parabéns ao Terra e a Elis Martini, que foram tão atenciosos com todos os entrevistados.
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“Frankenstein” (1910), por Thomas Edison

Cada vez mais identifico uma dificuldade, em muita gente, em lidar com filmes cujo passo é mais lento e cuja seqüência narrativa não tem o ritmo vertiginoso das películas neuróticas cheias de ação e com tão menos espaço para reflexão. Esteja eu certo ou não, o que me parece é que há uma corrente, hoje, que vê cinema como mero entretenimento.
Há grandes representantes, hoje, de um cinema que apele mais para a capacidade do público de pensar e que não supõe que se esteja diante da tela somente para se divertir. O cinema-diversão é ótimo, enfim, contanto que não seja o único-cinema.
Aos olhos do espectador ávido por coisas originais, efeitos especiais e nada mais que diversão, as cenas do “Frankenstein” de 1910, produzido pela companhia de cinema de Thomas Edison, podem parecer datadas, toscas e patéticas. O olho mais treinado, contudo, vai perceber que há grande densidade e um raro potencial dramático neste filme de terror do início do século.
Curioso em suas escolhas artísticas, o filme apresenta um monstro de Frankenstein que emerge de uma solução, uma caldo nutriente, como que uma cultura celular que se alastra de membros mortos para formar um corpo agonizante.
O catálogo da companhia, o “The Edison Kinetogram”, de 15 de Março de 1910, dizia sobre o filme: “Para aqueles para os quais a estória da Sra. Shelly é familiar parecerá evidente que omitimos cuidadosamente qualquer possibilidade de chocar parte da audiência. Ao confeccionar este filme a Companhia Edison tentou meticulosamente eliminar qualquer situação repulsiva e se concentrar nas questões místicas e psicológicas encontradas nesta estranha parábola. Se há divergências, portanto, entre a estória original trata-se puramente da idéia de eliminar aquilo que pudesse ser repugnante para o espectador de imagens em movimento.”
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Primeiro Evento Paulista de SteamPunk

O movimento SteamPunk no Brasil ainda está bastante incipiente e o SteamPunk.com.br tem orgulho de dizer que faz parte dele.
A Loja São Paulo do Conselho SteamPunk, contudo, saiu na frente para promover o primeiro Evento Steampunk Paulista.
O ponto de partida desta viagem será as 14:00hs do dia 29 de Novembro de 2008, na Estação Ferroviária da Luz, para então continuar pelo metro ao Memorial do Imigrante - que fica próximo à estação Bresser do metrô e do qual a Débora Silva já falou aqui no site.
O Memorial do Imigrante deixa em exposição um acervo invejável de objetos de fins do Século XIX e início do Século XX, que enchem os olhos de qualquer amante do gênero SteamPunk.
O evento promete, até porque estão programados passeios em um bonde de verdade e em uma locomotiva a vapor ainda em operação.
Visite o site do Conselho SteamPunk § Loja São Paulo

City of Heroes e o SteamPunk

No artigo da WoWGirl, no OutraCoisa, sobre SteamPunk no World of Warcraft, tivemos a oportunidade de ver vapor, eletricidade e engrenagens se espalhando indiscriminadamente por um mundo de fantasia… por que não falar, então, sobre a presença de elementos SteamPunk no City of Heroes, jogo menos popular mas igualmente nerd?
O City of Heroes é um jogo do tipo MMORPG (”Massive Multiplayer Online Role-Playing Game”), um jogo de interpretação de personagem online e em massa para múltiplos jogadores.
Em City of Heroes, ao invés de ser um cidadão de Azeroth, você é um super-herói com dias muito cheios em Paragon City, uma cidade assolada por uma quantidade indecente de bandidos.

Uma destas gangues é comandada pelo arquivilão ClockWork King, cujos asseclas são robôs em tom acobreado, com engrenagens aparentes e que vivem roubando energia dos transformadores da cidade e peças para construir mais e mais soldados de seu exército de engenhocas mal acabadas.
É bastante evidente o cuidado dos criadores do jogo em aproximar o visual de alguns dos vilões a cultura SteamPunk e lançar mão de uma proposta estética tão poderosa.
Os ClockWorks têm uma história de fundo elaborada e rica em detalhes que dão um tempero todo especial ao jogo, mas não é só desta referência que vive City of Heroes.
Quando fui com um de meus personagens, usando minha mochila a jato, buscar um furo de reportagem, “flagrei” uma criatura se acercando de um petroleiro que bem poderia ter saído das páginas de um dos livros de Julio Verne!

Consegui tirar duas “fotos” antes de ser varrido dos céus por um daqueles tentáculos que quase viraram meu personagem do avesso!
Como jogador de World of Warcraft e de City of Heroes - e fã do gênero - posso dizer que o jeito que a estética SteamPunk é retratada em ambos os jogos é uma leitura interessante e valiosa para a experiência de jogo.
E o mais interessante é que, além de ser possível jogar contra criaturas que façam referência ao gênero, é possível montar personagens tipicamente SteamPunk - totalmente originais ou baseados em seus personagens prediletos - para combater ClockWorks e demais vilões do jogo.
Se você nunca jogou um MMORPG e quiser começar pelo City of Heroes, vá até o site da LevelUp e encomende hoje mesmo sua conta. Quem sabe até o fim do dia você vai poder combater o mal junto com um dos personagens de meu Super-Grupo?

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SteamPunk Star Wars, por Björn Hurri

Já tivemos a oportunidade de ver outras obras SteamPunk por aqui, e não há dúvida do talento dos artistas que as criaram! Há contudo um ilustrador particularmente afeiçoado a gênero SteamPunk cujo trabalho é excepcionalmente belo.
Björn Hurri nasceu em 1981 e define seu trabalho como a expressão de seu amor por criar Universos, desenhar e pintar. Ultimamente começou a trabalha na Inglaterra, para uma empresa de video games chamada Creative Assembly
As ilustrações aqui publicadas foram inspiradas em Star Wars, mas em seu website é possível encontrar todo tipo de desenhos e esboços relacionados ao gênero e ainda outras obras criadas pelo autor.
Vale visitar e navegar pelos meses e anos de trabalho de Björn Hurri, que graciosamente nos concedeu publicar aqui suas obras.


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Loja São Paulo

Além de um sub-gênero da Ficção Científica e uma proposta estética, o SteamPunk é um movimento cultural, seja este um movimento de espectadores e fãs ou uma busca de se incentivar e produzir Subjetividade SteamPunk.
A importância de iniciativas como a de Raul Cândido Ruiz e equipe, que fundaram a Loja São Paulo do Conselho SteamPunk, é muito grande até porque o SteamPunk é universal. Elementos SteamPunk podem ser encontrados em nossa cultura como em qualquer outra e nunca é demais enveredar por mais uma forma de fazer ficção.
Conversando com Raul Cândido sobre SteamPunk, sobre seu site http://sp.steampunk.com.br e sobre a Loja São Paulo do Conselho SteamPunk, pude descobrir um pouco mais a respeito do que o pessoal do estado vizinho anda planejando.
A despeito de a Loja São Paulo ter sido fundada por Raul Cândido Ruiz, Karl F. e Edward “O Conselheiro”, tanto o website quanto a Loja estão prontos para receber novos colaboradores para enriquecer ainda mais o conteúdo gerado e as idéias que pretendem colocar em prática.

Nas palavras de Raul Cândido Ruiz, “a página SteamPunkSP.tk e a Loja São Paulo têm como objetivo divulgar o gênero para aqueles que desconhecem a sua existência e também a existência de um movimento organizado aos seus admiradores”, o que é muito importante, uma vez que já há quase trinta anos surgiu este sub-gênero da Ficção Científica e quase nenhum trabalho artístico digno de nota alcançou notoriedade no país.
Karl Chemar produz boa parte do conteúdo publicado no SteamPunkSP.tk e promete “textos bem elaborados, humor ácido e vem sendo uma fonte artística quase que inesgotável”, como elogia Raul.
É comum, mas inevitável, a pergunta acerca de como alguém teve contato com o SteamPunk pela primeira vez, ao que Raul respondeu prontamente que todos eles tomaram conhecimento do gênero da mesma forma, e que, por sempre terem apreciado clássicos como “Frankenstein”, de Mary Shelley; “Der Sandmann”, de E.T.A.Hoffmann; e autores como Edgar Alan Poe e H.P. Lovecraft, ficaram profundamente satisfeitos em “conhecer um conceito capaz de unir estas possibilidades”.
De fato todo fã do gênero deve concordar com Raul quando ele afirma que “a identificação é inevitável”.
“Bastava olhar para o espelho! Em pleno Século XXI lá estávamos nós…”, acrescenta Raul, “Edward com seu cachimbo e extenso conhecimento sobre o oculto, Karl com seu chá, seu chapéu tão bem cuidado e seus quadros, gravuras e modelos que retratam seres fantásticos… e eu com meu colete castanho, minha bengala, minha dor nas costas e as histórias que me fervilham nas idéias. Nós já eramos Steam. Bastava prestar atenção.”
Uma coisa um tanto difícil de conseguir explicar, contudo, é o que torna o SteamPunk tão especial e tão atraente.

Raul Cândido Ruiz aposta no fato de que “basta ver uma fotografia de Nicola Tesla sentado a ler enquanto sua bobina dispara relâmpagos poderosos” para se ter uma idéia dos motivos. “O Steam nos proporciona uma viagem ao futuro com a ‘Maquina do tempo’ de Wells ou uma viagem ‘De Volta para O Futuro’ na Locomotiva de Doc Brown.”
Se há dúvida quanto a ser o SteamPunk um modismo ou não, não há nenhuma dúvida de que se trata de uma proposta estética graficamente poderosa, ainda mais quando se ouve um adepto como Raul Cândido Ruiz narrando que, ainda por cima “temos o direito de sentar a janela [desta Máquina do Tempo] observando transformações geológicas enquanto lemos periódicos sobre invenções como o Relógio de Pulso ou a Máquina Voadora de Santos Dumont e o Autômato-Leão de Leonardo.”
Todos nós, envolvidos com SteamPunk tendemos a ser entusiastas mas, mais que isso, tendemos a desejar que o gênero se torne mais conhecido e relevante. A Loja São Paulo do Conselho SteamPunk, com este intuito, planeja o 1º evento SteamPunk Paulista, que trará ao público muitas surpresas, filmes e desenhos animados enquanto, simpaticamente, oferece a outras Lojas do Conselho SteamPunk seu entusiasmo em ajudá-las a se organizar.
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A opção de menu “Organizações”, no topo deste site, fornecem maiores detalhes sobre cada Loja que forma o Conselho SteamPunk no país, bem como outras organizações, como a Sociedade Brasileira SteamPunk, de Emerson Bohrer.
“Edge of Twilight”, um Jogo SteamPunk

Houve muito cuidado na criação do argumento de “Edge of Twilight”, por parte da SouthPeak Games, que nos traz um mundo dividido em dois reinos, um mundo pós-apocalíptico onde vive um caçador de recomepensas: Lex.
O último híbrido entre os Litherns e os Atherns, o jogador encarna a última esperança de que o mundo caia na escuridão eterna, uma vez que os Litherns foram escravizados e quase totalmente dizimados pelos famigerados Atherns.
Sendo o único capaz de trafegar livremente tanto no mundo da luz quanto no mundo das sombras, o caçador de recompensas vivido pelo jogador muda de habilidades cada vez que ultrapassa a fronteira entre um e outro reino. E se durante o dia suas habilidades de combate são impressionantes, usando uma lâmina que se transforma em um tipo de escopeta, Lex se torna uma criatura soturna durante a noite, capaz de saltar grandes distâncias e subir pelas paredes.
De acordo com quem esteve no Tokyo Game Show 2008, o título tem gráficos e animação realmente impressionantes e será lançado para PS3, Xbox 360 e PC.
Há um bom número de jogos SteamPunk por aí, mas com o constante crescimento da popularidade do gênero não é impossível que comecemos a cruzar por mais jogos na prateleira, cuja capa tenha um tom acobreado e uma boa quantidade de fumaça desenhada na caixa.

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Trailer do Jogo
“Ventus”

Larl Schroeder (Wikipedia) é um escritor canadense de 46 anos - nascido a 4 de Setembro de 1962 - do qual pouca gente ouviu falar, mas que vem escrevendo ficção científica já desde 1982.
Se concentrando em escrever acerca de um futuro distante, o autor costuma especular acerca do futuro de tecnologias de ponta enquanto envereda em profundidade por questões Filosóficas mais elevadas.
Um dos conceitos por ele cunhados, denominado Thalience, vem sendo inclusive levado a sério na pesquisa acadêmica de Inteligência Artificial e que descreve a noção de consciência.
Em “Ventus”, seu primeiro romance solo, Shroeder conta a história do conflito entre duas correntes de pensamento de seres sintéticos dotados de Inteligência Artificial. De um lado os que acreditam que dever usar recursos naturais planetários como bem desejarem, do outro estão aqueles que preferem manter uma parceria com os seres humanos.
Schroeder criou um universo complexo e compilou uma obra ambiciosa, elogiada pela crítica e pelos entusiastas da Ficção Científica de um modo geral e sub-gênero SteamPunk em particular.
Uma grande notícia é que Karl Schroeder disponibilizou seu livro sob licença Creative Commons
Ventus is the story of a conflict between artificial intelligences with different aims. Some want to do what they like with planets. Others work with human agents to stop them. These humans have been modified and upgraded with body armor, nanotech, and other ability boosting devices.
The conflict in this story is played out on the planet Ventus, where an underling of one of the rogue AI is experimenting with some of the local primitive humans.
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